21 de maio de 2012
SHORTCUTZ NETWORK – ÂMBITO GERAL E FUNCIONAMENTO
1.0 SHORTCUTZ (2)
2.0 PROPRIEDADE (2)
3.0 SHORTCUTZ NETWORK (2)
4.0 FUNCIONAMENTO DAS SESSÕES (2)
5.0 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DAS CURTAS-METRAGENS (3)
6.0 VENCEDORES DAS SESSÕES MENSAIS E GALA (3)
7.0 COLABORADORES (3)
7.1 REGIME DE COLABORAÇÃO (3)
7.2 RETRIBUIÇÃO FINANCEIRA DOS COLABORADORES (3)
7.3 AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA DOS COLABORADORES (3)
7.4 DISPONIBILIDADE (3)
8.0 COMUNICAÇÃO ENTRE CIDADES SHORTCUTZ (3)
9.0 LINHAS BÁSICAS DE FUNCIONAMENTO DAS SESSÕES (4)
9.1 GERAL (4)
9.2 ANTES DE CADA SESSÃO (4)
9.3 SESSÃO (4)
9.4 JÚRI (4)
9.5 ANTES DA SESSÃO DOS VENCEDORES (4)
9.6 SESSÃO DOS VENCEDORES (5)
9.7 DEPOIS DA SESSÃO DOS VENCEDORES (5)
9.8 NECESSIDADES TÉCNICAS DA EQUIPA (5)
9.9 NECESSIDADES TÉCNICAS DO LOCAL DAS SESSÕES (5)
10.0 PARCERIAS E PATROCÍNIOS (5)
1.0 SHORTCUTZ
O SHORTCUTZ é um movimento internacional de curtas-metragens e parte integrante da plataforma LABZ NETWORK.
Com implementação prevista para várias cidades do Mundo, este projecto consiste numa competição e mostra semanal de curtas-metragens, com vencedores todos os meses e todos os anos, tendo como objectivo apoiar e estimular a produção de filmes e a sua discussão entre profissionais, estudantes, amadores e amantes de cinema, bem como apoiar a visibilidade e circulação talentos criativos e suas obras pelo Mundo, tornando-se desta forma uma permanente referência no panorama cultural de cada cidade.Cada cidade terá uma equipa independente, que ficará responsável pela programação e evolução do projecto nessas mesmas cidades.
As sessões SHORTCUTZ encerram para férias e balanço nos meses de Julho, Agosto e Setembro.
2.0 PROPRIEDADE
O formato / conceito e a marca SHORTCUTZ são propriedade intelectual e marca registada da SUBFILMES – PRODUÇÃO AUDIOVISUAL, LDA, com sede na Tr. da Palmeira, 25, 4 andar, 1200-315 LISBOA – PORTUGAL e com o NIF 504080270.
3.0 SHORTCUTZ NETWORK
A rede SHORTCUTZ NETWORK, constituída pelas equipas das várias cidades mundiais com sessões SHORTCUTZ, é coordenada pelo director executivo / criativo da rede Rui de Brito, tendo este sempre poderes para:
- Vetar algo que vá contra os princípios fundamentais do conceito SHORTCUTZ.
- Propôr alterações ao formato inicial do projecto.
- Propôr alterações de equipas que não estejam a cumprir com os objectivos idealizados para cada cidade.
4.0 FUNCIONAMENTO DAS SESSÕES
Em cada sessão semanal serão exibidas 3 curtas metragens, sempre apresentadas por membros das suas equipas de criação e produção. Uma das curtas será convidada (nacional ou internacional) e as outras 2 farão parte da competição para a melhor curta do mês.
Em cada sessão estarão também sempre presentes convidados especiais, profissionais reconhecidos no panorama audio-visual, de forma a partilhar as suas opiniões, conhecimentos e, desta forma, juntamente com as equipas das curtas dessa sessão e com o público em geral, estimular a discussão entre todos os presentes.
No final de cada mês, o júri SHORTCUTZ de cada cidade irá analisar todas as curtas que estiveram a competição e irá escolher qual a curta vencedora desse mês.
No final de cada ano será organizada uma gala SHORTCUTZ de cada cidade onde o júri escolherá os vencedores do ano para as seguintes categorias: Melhor curta do ano, Prémio Honorário, Melhor Realizador, Melhor Actor, Melhor Actriz, Melhor Argumento, Melhor Fotografia, Melhor Produtor, Melhor Edição, Melhor Som, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Direcção de Arte, Melhor Escola, Melhor curta Drama, Melhor curta Documental, Melhor curta Animação, Melhor curta Comédia, Melhor curta Musical, Melhor curta Experimental.
5.0 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DAS CURTAS-METRAGENS
As curtas-metragens interessadas em competir nas sessões SHORTCUTZ terão que ter sido produzidas nesse país, ter menos de 15 minutos de duração, menos de 1 ano desde a sua finalização e disponibilidade por parte de pelo menos um membro da sua equipa para a apresentar a quando da sua exibição.
As curtas-metragens convidadas serão, na sua maioria, convidadas directamente pela organização do SHORTCUTZ de cada cidade, tendo sempre em conta a relevância que essa curta tem ou teve no panorama audio-visual nacional ou internacional. Da mesma forma, terá que haver sempre a disponibilidade por parte de pelo menos um membro da sua equipa para a apresentar a quando da sua exibição.
6.0 VENCEDORES DAS SESSÕES MENSAIS E GALA
Faz parte da base do projecto SHORTCUTZ de cada cidade, criar uma forte e relevante rede de parceiros de meios de comunicação para assegurar o máximo de visibilidade possível para todos os talentos criativos vencedores e respectivas obras.
7.0 COLABORADORES
7.1 REGIME DE COLABORAÇÃO
Todos os colaboradores SHORTCUTZ de cada cidade participam no projecto em regime de voluntariado.
7.2 RETRIBUIÇÃO FINANCEIRA DOS COLABORADORES
O objectivo do projecto SHORTCUTZ é, sempre que possível, tentar arranjar uma retribuição financeira para a equipa, quer através de subsídios, patrocinadores, publicidade ou investidores.
7.3 AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA DOS COLABORADORES
Os colaboradores, depois de aprovados pela direccção da rede SHORTCUTZ, têm toda a autonomia e independência para gerir o projecto SHORTCUTZ da sua cidade. (ver 3.0).
Terão a seu cargo toda a preparação, organização, comunicação, programação e apresentação das sessões, bem como encontrar formas de financiar o projecto e fazê-lo evoluir, mantendo-se dinâmico e uma permanente referência no panorama cultural de cada cidade.
A direcção da rede SHORTCUTZ tem que ser sempre mantida informada, com antecedência, de todas e quaisquer tipo de acções pensadas pelas equipas para o projecto SHORTCUTZ de cada cidade.
Qualquer alteração a nível de funcionamento das sessões, parcerias e patrocínios terá que ser sempre aprovadas pela direcção da network antes de ser posta em prática.
7.4 DISPONIBILIDADE
- Uma sessão semanal. Férias Julho, Agosto e Setembro.
- Apresentação semanal da sessão nos vários parceiros de comunicação: TV e Rádio. Férias Julho, Agosto e Setembro.
- Gala SHORTCUTZ, 1 vez por ano, em Janeiro.
8.0 COMUNICAÇÃO ENTRE CIDADES SHORTCUTZ
Todas as equipa terão acesso previligiado a contactos, informação, sinergias e parcerias dos projectos das outras cidades, de forma a criar e potenciar uma rede criativa, prática e flexível, em constante interactividade e crescimento.
9.0 LINHAS BÁSICAS DE FUNCIONAMENTO DAS SESSÕES
Estes são apenas alguns pontos para servir como referência para as equipas de cada cidade.
9.1 GERAL
- Contactar produtoras, escolas, realizadores, agências para receber curtas.
- Pesquisar possíveis convidados especiais.
- Fazer a programação das sessões com bastante antecedência: 2 curtas a competição, 1 curta convidada e 1 convidado especial por sessão.
- Pensar em formas de arranjar sponsors / investidores para o projecto.
- Pensar em formas de o projecto poder inovar.
- Pensar em formas de dar sempre mais visibilidade ao projecto.
- Ter uma morada para envio de DVDs com curtas.
9.2 ANTES DE CADA SESSÃO
- Ter em seu poder os DVDs das curtas dessa sessão e da próxima.
- Ter o telemóvel das equipas e convidados da sessão.
- Confirmar a presença das equipas e do convidado.
- Pedir fotos, trailers e cartazes das curtas.
- Enviar a programação da sessão para meios de comunicação.
- Estar presente a apresentar a sessão em possíveis parceiros de comunicação: TV e Rádio.
- Fazer trailer da próxima sessão: Logo Shortcutz c/ número e data da sessão / Imagens das várias curtas da sessão sobre um efeito sonoro / Logo Shortcutz c/ número e data da sessão / Cartão Parceiros / Imagem com som original de uma das curtas.
- Fazer o update e criar evento no Facebook e convidar amigos.
- Fazer DVD para a sessão: Logo Shortcutz / Cartão Parceiros / Curta Competição 1 / Logo Shortcutz / Cartão Parceiros / Curta Competição 2 / Logo Shortcutz / Trailer Próxima Sessão / Curta Convidada / Logo Shortcutz.
9.3 SESSÃO
- No local fazer teste do DVD, do projector, do som e dos microfones wireless.
- Confirmar, por sms, a presença de todos os intervenientes.
- Reservar lugares para os intervenientes.
- Receber os intervenientes.
- Apresentar a sessão.
- Tirar fotos da sessão sempre que houver convidados importantes.
9.4 JÚRI
- Ter sempre o cuidado de ter uma lista de jurados com personalidades conhecidas do público e prestigiantes para o projecto.
- Fazer com que todos os jurados tenham acesso, com a antecedência necessária, às curtas a competição para preparar a última sessão do mês onde será anunciada a curta vencedora.
Sugestões: DVDs individuais a serem enviados por correio para casa de cada jurado, links por email, sessão colectiva para visionamento e votação.
- Recolha da votação de todos os membros do júri.
9.5 ANTES DA SESSÃO DOS VENCEDORES
- Ter a votação de todos os jurados.
- Ter o telemóvel das equipas nomeadas e convidados da sessão.
- Confirmar a presença das equipas nomeadas e do convidado.
- Enviar a programação da sessão para meios de comunicação.
- Estar presente a apresentar a sessão em possíveis parceiros de comunicação: TV e Rádio.
- Fazer trailer da próxima sessão: Logo Shortcutz c/ número e data da sessão / Imagens das várias curtas da sessão sobre um efeito sonoro / Logo Shortcutz c/ número e data da sessão / Cartão Parceiros / Imagem com som original de uma das curtas.
- Criar evento no Facebook e convidar amigos.
- Fazer DVD para a sessão: Logo Shortcutz / Cartão Parceiros / Curta Convidada / Logo Shortcutz / Painel com os nomeados / Excertos das várias curtas nomeadas / Painel com os nomeados / Cartão Parceiros / Cartão Curta Vencedora / Curta Vencedora / Logo Shortcutz.
9.6 SESSÃO DOS VENCEDORES
- No local fazer teste do DVD, do projector, do som e dos microfones wireless.
- Confirmar, por sms, a presença de todos os intervenientes.
- Reservar lugares para os intervenientes.
- Receber os intervenientes.
- Apresentar a sessão.
- Fazer entrevistas video com os vencedores, convidados e público.
- Tirar fotos da sessão.
9.7 DEPOIS DA SESSÃO DOS VENCEDORES
- Nota no Facebook a informar a curta vencedora desse mês.
- Upload no Facebook das entrevistas dos vencedores, convidados e público dessa sessão.
- Combinar com vencedores entrevistas nos parceiros de comunicação: Tv, Rádio e Imprensa.
- Colocar no Facebook as entrevistas com os vencedores: Tv, Rádio e Imprensa.
9.8 NECESSIDADES TÉCNICAS DA EQUIPA
- Acesso à internet para receber / enviar mails, manter e actualizar as páginas do Facebook e utilizar o Vimeo.
- Conhecimentos do back-office do Facebook e Vimeo.
- Conhecimentos e posse de software Photoshop (ou similar) para tratar e compor as fotos a utilizar nas páginas do Facebook.
- Conhecimentos e posse de software Final Cut (ou similar) para editar DVDs e trailers das sessões, entrevistas com vencedores, convidados e público das últimas sessões de cada mês bem como dos videos de apoio para a Gala Shortcutz Lisboa.
- Operar e posse de câmara de video, microfone e peg-light para captar depoimentos dos vencedores, convidados e público da última sessão de cada mês e Gala Shortcutz Lisboa.
- Operar e posse de máquina fotográfica para registar as sessão e Gala SHORTCUTZ.
9.9 NECESSIDADES TÉCNICAS DO LOCAL DAS SESSÕES
- Projector video ligado a sistema de som da sala e a leitor DVD ou computador.
- Leitor DVD com função de ‘repeat chapter’ de fácil acesso no comando e sem uso de ‘submenus’.
- Ecran.
- 2 microfones wireless ligados ao sistema de som da sala.
- Possibilidade de apagar e acender as luzes da sala antes e depois dos visionamentos das curtas.
10.0 PARCERIAS E PATROCÍNIOS
As equipas de cada cidade terão completa autonomia para decidir e negociar parcerias e patrocínios. Qualquer parceria / patrocínio só pode ser posta(o) em acção depois de a Network ter sido informada de todos os seus pormenores e de ter dado a sua aprovação.
Em relação aos apoios financeiros, a Network terá sempre direito a uma comissão executiva de 10% do valor total do apoio e de 25%, se esse apoio tiver sido conseguido pela própria Network.
30 de março de 2012
PÁTIO DE LETRAS/LEYA NO PÁTIO - Livraria / Espaço cultural, com esplanada/bar
ABERTO TODOS OS DIAS, incuindo feriados (excepto dias 25 Dez., 1 Jan. e Dom. de Páscoa)
HORÁRIO de JANEIRO A ABRIL:
de 2ª a sábado: das 10h às 20h (abre à noite para sessões agendadas)
Domingo: das 11h às 15h e das 16h às 20h
Sala do Professor
de 3ª a sábado, das 10h às 14h e das 16h às 20h
ENDEREÇO e CONTACTOS
Rua Dr. Cândido Guerreiro, 26-30 FARO 8000-321 (entre o Lg. do Mercado Municipal e o Pingo Doce)
Livraria: patio.omeg@gmail.com tlm: 91 3657562
Escritório: rachel.omeg@gmail.com telef/fax: 289825146; tlm: 91 3657539
Gerência: omundoemgavetas@gmail.com
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HORÁRIO de JANEIRO A ABRIL:
de 2ª a sábado: das 10h às 20h (abre à noite para sessões agendadas)
Domingo: das 11h às 15h e das 16h às 20h
Sala do Professor
de 3ª a sábado, das 10h às 14h e das 16h às 20h
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Livraria: patio.omeg@gmail.com tlm: 91 3657562
Escritório: rachel.omeg@gmail.com telef/fax: 289825146; tlm: 91 3657539
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8 de outubro de 2011
Novidades & destaques editoriais no Pátio

MARQUESA DE ALORNA, Maria João Lopo de Carvalho
Marquesa de Alorna, Senhora do Mundo é uma história de amor à Liberdade e de amor a Portugal. A história de uma mulher apaixonada, rebelde, determinada e sonhadora que nunca desistiu de tentar ganhar asas em céus improváveis, como a estrela que, em pequena, via cruzar a noite.
Oficina do Livro, 19.90€
A JESUÍTA DE LISBOA, Titus Muller
Antero Moreira de Mendonça odeia os Jesuítas. Quando em 1755 um terramoto de proporções bíblicas arrasa a cidade de Lisboa e os Jesuítas pregam publicamente a fúria de Deus, o jovem entusiasta das ciências naturais vê chegada a oportunidade de se vingar da Companhia de Jesus.
Casa das Letras, 19.00€
A MENINA DA RÁDIO, Rute Silva Correia
Maria Eugénia foi actriz e cançonetista. Aos 16 anos, sem nunca ter representado nem cantado em público, protagonizou a primeira de seis longas-metragens que viriam a constituir a sua breve mas intensa vida artística. Dois desses filmes, A Menina da Rádio e O Leão da Estrela, estão entre os clássicos mais amados do cinema português.
Oficina do Livro, 23.90€
HUGO E EU E AS MANGAS DE MARTE, Richard Zimler
Um livro sobre um período muito delicado da história recente de Portugal, o da descolonização, e suas consequências, a partir dos olhos da infância, escrito por um autor de excelência e ilustrado com cor e emoção por Bernardo Carvalho.
Editorial Caminho, 12.00€
BIOGRAFIA DE LISBOA, Magda Pinheiro
A história de uma cidade tem gente, cheiros, comércio, cercos e pestes, revoluções e invasões, batalhas, conquistas e derrotas, casas e mosteiros, evolução urbanística, ruas, lendas, mistérios, momentos de lazer e desporto, cafés, festas urbanas e tradições, alegrias e sofrimento. Tal como num ser vivo, tudo isto cabe na vida, na história, na biografia de Lisboa.
Esfera dos Livros, 26.00€
MULHERES DE DITADORES, Diane Ducret
Diane Ducret relata em detalhe os momentos, as estratégias de sedução, os casos amorosos, as intervenções políticas e os destinos diversos, ocasionalmente trágicos, das mulheres que cruzaram o caminho ou passaram pelo leito de Lenine, Mussolini, Estaline, Hitler, Salazar, Mao, Ceausescu, Bokassa.
Casa das Letras, 19.90€
GUERREIRO VERDE, Filipe Garcia
Quando entrou na Greenpeace a vida de Manuel Pinto mudou. Começou por ajudar na manutenção dos barcos e chegou a responsável internacional pela coordenação da frota. Foi agredido e preso, protestou contra os ensaios nucleares em Muroroa, combateu os alimentos transgénicos em Lisboa e passou três anos entre índios e perigosos madeireiros na selva amazónica.
Livros d'Hoje, 12.95€
O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA, Desmond Morris
Este livro explora o mundo das crianças dos 2 aos 5 anos, quando começam a trilhar a longa estrada da independência. Nestes primeiros anos, a sua capacidade de aprendizagem e entusiasmo são ímpares, e este guia contém uma vasta informação sobre todos os aspectos do seu desenvolvimento, desde padrões de crescimento, comportamento social e emocional, às capacidades físicas e cognitivas.
Arte Plural Edições, 27.50€
MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA DO ADVOGADO, Diogo Leite Campos
Este livro aborda questões cruciais para quem seguiu a advocacia como carreira e vocação. Desde a maestria da técnica e do profundo conhecimento das leis à presença da ética em qualquer julgamento, o presente livro traz dicas essenciais para conduzir a sua carreira ao sucesso e tornar-se num advogado de excelência.
Matéria Prima, 14.00€
COMO OS POLÍTICOS ENRIQUECEM EM PORTUGAL, António Sérgio Azenha
Os ministros e secretários de Estado em Portugal ganham menos de 6.000€ mensais. Mas depois de saírem do Governo, muitos passam para empresas tuteladas pelo Estado onde os salários duplicam, triplicam, quadruplicam... Essa transferência milionária dos políticos para a esfera empresarial é legal. Mas será eticamente correcta?
Lua de Papel, 14.40€
A ARTE DO INCONFORMISMO, Chris Guillebeau
Para ganhar a vida, não é preciso deixar de viver. Este livro desafia as ideias preconcebidas que temos acerca do trabalho e da vida e oferece as ferramentas necessárias para construir uma experiência radical de satisfação pessoal e profissional, através de formas criativas de ser auto-sustentável, de forma a viver e trabalhar com espírito de aventura.
Pergaminho, 13.90€
CARTA A UM JOVEM POLÍTICO, Fernando Henrique Cardoso
Sobre este livro, subtitulado “Para construir um país melhor”, o antigo Presidente do Brasil diz:”Nestas cartas procurei dividir com o leitor, especialmente os mais jovens, experiências que vivi em meus vinte e sete anos de política, lições que aprendi dentro e fora do governo e conhecimentos que fui adquirindo ao longo da vida.”
D. Quixote, 18.00€.
4 de outubro de 2011
29 de agosto de 2011
3ª f 23 de Set, 18h - Conversas de Fim de Tarde com DANIEL SAMPAIO
“Da Família”, “Da Escola”, “Da família e da Escola” e “Compromisso” são os 4 capítulos do novo livro de Daniel Sampaio - "Da Família, Da Escola, e umas quantas coisas mais" - que serão o ponto de partida para estas “Conversas de Fim de Tarde” no Pátio de Letras.
Sáb. 10 Set, 18h: MIGUEL REAL apresenta o seu novo romancena Leya no Pátio

Lançamento de "A Guerra dos Mascates", ed. Dom Quixote, no prelo, o novo romance do filósofo e historiador Miguel Real, que evoca "O Amor romântico e ódio colectivo" num confronto entre aristocratas e pequenos comerciantes que mobilizou a totalidade da população das cidades de Recife e Olinda no século XVIII.
Miguel Real
é o pseudónimo literário de Luís Martins, ecritor, ensaísta, nascido em Lisboa, em 1953 e sintrense por adopção.
Licenciado em Filosofia pela Universidade de Lisboa e Mestre em Estudos Portugueses, pela Universidade Aberta, com uma tese sobre Eduardo Lourenço.
Miguel Real é professor de filosofia no ensino secundário e colaborador permanente do Jornal de Letras, onde faz crítica literária.
Da sua obra fazem parte o ensaio, o romance, o teatro e a filosofia.
No ensaio destacou-se com «Narração, Maravilhoso, Trágico e Sagrado em "Memorial do Convento" de José Saramago» (1995), «Portugal - Ser e Representação» (1998, Prémio Revelação de Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores 1995), «Padre António Vieira e o Ano de 1666» (1999), «A Geração de 90 - Romance e Sociedade no Portugal Contemporâneo» (2001), «Eduardo Lourenço - Os Anos de Formação: 1945-1958» (2003), «O Marquês de Pombal e a Cultura Portuguesa» (2005), «O Último Eça» (2006) e «Agostinho da Silva e a Cultura Portuguesa» (2007).
Na ficção distinguiu-se com «A Visão de Túndalo por Eça de Queirós» (2000, Prémio Ler/Círculo de Leitores 1999), «As Memórias de Branca Dias» (2003), «A Voz da Terra» (2005, Prémio Fernando Namora da Sociedade Estoril Sol 2006), «O Último Negreiro» (2006) e «O Último Minuto na Vida de S.» (2007). Em 2008, ano do 400º aniversário do nascimento do Padre António Vieira, editou «O Sal da Terra», romance sobre o imortal escritor, eclesiástico e diplomata. Em 2009 publicou o romance "A Ministra".
No drama, e juntamente com Filomena Oliveira, escreveu, entre outras, as peças «Os Patriotas» (2001), «O Umbigo de Régio» (2003), «Liberdade, Liberdade» (2004) e «1755 - O Grande Terramoto» (2006) - todas levadas à cena em teatros de Lisboa ou arredores.
18 de julho de 2011
2ª f dia 18/7, às 22h: Miguel Martins - New Trioing JAZZ
Miguel Martins - guitarra eléctrica
e ...mais um convidado surpresa
org: opatio@bar; entrada: 3 €
João Melro - bateria
Luis Henrique - baixoe ...mais um convidado surpresa
org: opatio@bar; entrada: 3 €
3ª f 19/7, 22h: "Cordas à Conversa com..." João Cuña e Ricardo Fonseca
Duo multi-instrumentalista que explora as diferentes sonoridades dos diversos cordofones, das guitarras acústicas e da guitarra portuguesa e Portuguesa MIDI, estabelecendo um diálogo em palco nos diversos estilos musicais, com temas originais e de outros compositores. Música instrumental com a fusão de diversos estilos: Tradicional, Jazz, Fado, Bossa, Blues, Latin Jazz.
João Cuña: Guitarra Portuguesa, Guitarra Portuguesa MIDI, Guitarra acústica
João Cuña: Guitarra Portuguesa, Guitarra Portuguesa MIDI, Guitarra acústica
Autodidacta desde os 14 anos, tocou em diversos projectos musicais, sendo de destacar os Projectos "Las Guitarras Locas" e "Amar Guitarra" com dois CDs editados em 2002 e 2007.
Formador em Novas tecnologias aplicadas à Guitarra (workshops em 2007, 2008 e 2009); professor de Guitarra acústica, eléctrica e Guitarra Portuguesa.
Autor e gestor do site www.guitarraportuguesa.com (maior comunidade on-line dedicada à Guitarra Portuguesa, fundada em 2007);
Director artístico e criador do "Festival da Guitarra Portuguesa - Algarve 2010" e Presidente da "Associação Guitarra Portuguesa com Futuro"
Exerceu actividades como Consultor para a Direcção Regional da Cultura do Algarve e Instituto das Artes, na Área da Música.
Ricardo Fonseca: Viola Campaniça, Cavaquinho, Viola Amarantina, Viola Beiroa,
Bandolim, Guitarra clássica
Auto didacta de formação toca guitarra clássica e eléctrica desde os 13 anos tendo começado a dar espectáculos aos 17 anos de idade.
No início da década de 90 inicia vários projectos de carácter alternativo em Almada tais como Big flower mind, Last Hope ou Saint Nicholas Farm onde explora todo o tipo de sonoridades na guitarra eléctrica.
No ano 2000 inicia um trabalho de estudo e dedicação ao Bandolim, ao Cavaquinho e às violas portuguesas (Amarantina, Beiroa, Braguesa, Campaniça, Toeira e Viola da Terra), começando a acompanhar projectos tradicionais como os Deambulando, altura em que realiza uma workshop com o guitarrista Nuno Rebelo e outra com o contrabaixista José Eduardo e tem aulas com o guitarrista Filipe Mendes.
Em 2002 conhece o cantor Francisco Naia com quem toca guitarra clássica e viola campaniça desde então tendo realizado arranjos, e co-produzido o seu último álbum "DE SOL A SUL" em parceria com o Nuno Faria.
Actualmente continua a dar espectáculos de vários géneros musicais e a realizar trabalhos de divulgação dos Cordofones Portugueses. A nível de formação neste momento está a ter aulas com o Guitarrista e Compositor Fernando Lobo.
org: opatio@bar; entrada: 3 €
9 de julho de 2011
“Juventude com Futuro é com a Constituição do presente!”
A "Plataforma do 35º Aniversário da Constituição da República Portuguesa (CRP)" está a preparar uma Sessão no Pátio de Letras em Faro, para o dia 13 de Julho, pelas 21h30.
O título do Manifesto, que deu início à plataforma (ver abaixo), será o mote para um debate que contará com a participação de dois convidados « Mário Cunha - Jurista e Ana Sofia - Plataforma», mas que pretende contar com a participação do público presente.
Participa, vem conhecer melhor a tua Constituição.
A Direcção da ARCM
Manifesto
“Juventude com Futuro é com a Constituição do presente!”
Ao longo das últimas décadas a situação da juventude portuguesa vem-se degradando e tornando cada vez mais dificil a vida de cada jovem. Exemplos não faltam: são os obstáculos ao acesso e frequência da educação que se multiplicam; são o desemprego e a precariedade a aumentar em flecha; é o acesso à habitação (para arrendar ou comprar) que é quase uma miragem; é a cultura que cada vez mais é um privilégio de alguns; é o desporto que cada vez menos podem praticar; é o nosso país metido e comprometido com as guerras e ocupações que destroem milhares de vidas por todo o mundo; e, cada vez mais, são crescentes os atropelos às liberdades e garantias de expressão e de associação.
Muitas vezes se diz que esta é uma situação inevitável e que não há alternativa a este caminho – que não nos resta senão aceitá-lo. No entanto, nós, jovens portugueses, sabemos que não é assim; sabemos que os problemas que sentimos na pele todos os dias têm responsáveis e são resultado de políticas que preferem privilegiar os interesses de alguns em detrimento do interesse e dos direitos de todos.
De facto, as leis e as medidas que se vêm aprovando ao longo das últimas décadas são praticamente todas de ataque aos direitos da juventude e, muitas delas, são até contrárias ao que vem inscrito na Lei Fundamental do nosso país, a Constituição da República Portuguesa (CRP), em geral, e no artigo 70 que é particularmente dedicado à protecção dos direitos dos jovens – como diz o próprio “Os jovens gozam de protecção especial para efectivação dos seus direitos económicos, sociais e culturais, nomeadamente: a) No ensino, na formação profissional e na cultura; b) No acesso ao primeiro emprego, no trabalho e na segurança social; c) No acesso à habitação; d) Na educação física e no desporto; e) No aproveitamento dos tempos livres”. Ora se assim é, porque é que vão acabar com o desporto escolar? Porque é que há milhares de jovens a abandonar o Ensino Superior todos os anos? Porque é que acabaram com o incentivo ao arrendamento jovem e o crédito bonificado? Porque é que há mais de meio milhão de jovens em situação de trabalho precário?
Por isto, neste ano em que se comemoram os 35 anos da aprovação da CRP exigimos que esta se cumpra e efective para que os jovens e todos os portugueses possam ter uma vida melhor, de realização pessoal e colectiva. Acreditamos e defendemos que o 25 de Abril é um momento marcante da história do nosso país e que não pode ser apenas uma memória longínqua e, por isso, continuaremos a lutar porque se cumpra o que a Revolução dos Cravos nos trouxe e que está, em boa parte, ainda inscrito na CRP, certos e seguros que só isso pode garantir um rumo de progresso e desenvolvimento ao nosso país!
19 de junho de 2011
Leituras Perniciosas: Poesia e Óptica

A edição de Junho do ciclo de poesia e arte "Leituras Perniciosas", que acontece na última sexta-feira de cada mês na Livraria Pátio de Letras, conta com José Jesus e David Bastos, e decorre sob o tema "Poesia & Óptica: A Câmara naufragada de Arno Zado". A sessão acontece a 24 de Junho às 22h, e a entrada é livre.
Sobre o ciclo
As “Leituras Perniciosas”, consistem num serão de poesia e leituras, em que a poesia tem tido lugar de destaque, que pretende divulgar poetas e escritores da região, preferencialmente os menos conhecidos, quer pela sua juventude, quer por não terem obra publicada.
As sessões são normalmente acompanhadas de música, imagens ou outro tipo de performance artística. A organização é de Joaquim Morgado e Pátio de Letras.
10 de junho de 2011
Lançamento "Entre as Cidades e a Serra" seguido de debate

Na segunda-feira, 13 de Junho, às 18h00, vai ter lugar na Livraria Pátio de Letras o lançamento do livro "Entre as Cidades e a Serra: Mobilidades, Capital Social e Associativismo no Interior Algarvio".
A obra, com a chancela da editora Mundos Sociais, é organizada por Renato Miguel do Carmo, e será apresentada pelo Reitor da Universidade do Algarve (UAlg), João Guerreiro, e por Alberto Melo, docente da UAlg e co-fundador da Associação In-Loco.
De seguida haverá um debate sobre os temas analisados no livro, com moderação de José São José, docente do Departamento de Sociologia da UAlg.
31 de maio de 2011
23 de maio de 2011
texto do Dr. Valério Bexiga de apresentação do livro "Da minha Janela Afora pela Janela de Mim Adentro"
Aqui fica o texto com que, aproximadamente, o Dr. Valério Bexiga apresentou o livro de poesia "Da Minha Janela Afora Pela Janela de Mim Adentro" de Sérgio Matos.
Meus Amigos:
Aí pelo meio da primeira metade do século passado, tiveram participação num processo judicial os dois expoentes da medicina e da advocacia portuguesas: O Professor Egas Moniz e o dr. Ramada Curto, aquele como perito, este como mandatário de parte.
Na prestação de esclarecimentos sobre a perícia, o advogado introduziu uma pergunta de clarificação com a seguinte frase: “Esclareça-me cá, senhor Professor, que eu de medicina percebo pouco …”
A pontos tais o Egas Moniz, empertigado, rompeu com uma intermissão: “De medicina percebe pouco, alto lá?! O senhor de medicina não percebe nada! Quem percebe um pouco de medicina sou eu!”
Esta história dá o mote para introduzir uma outra, da Antiguidade, respeitante a Alexandre Magno e ao seu cavalo, Bucéfalo:
O Alexandre tinha mandado pintar um retrato do cavalo ao mais afamado pintor da sua época: Apeles.
Apresentada a obra, o General não se agradou dela. Seguiu-se uma controvérsia entre os dois e, como meio de tira-teimas, trouxe-se o modelo para comparar com o retrato.
À vista da pintura, o cavalo, ou por aprazimento de ver o dono, ou porque lhe cheirou a égua (que, a seu aprecio, valia mais que o dono) relinchou enfaticamente.
Este relinchado foi tomado, pelo Alexandre e pelo Apeles, como uma manifestação de agrado do cavalo pela visão do seu retrato, o que levou o pintor a observar: “Afinal, o teu cavalo percebe mais de pintura do que tu!”
Fui incumbido de comentar uma obra do poeta que me ladeia e trouxe à colação estas histórias para significar — a fim de não criar falsas expectativas — que eu percebo tanto de poesia como o Ramada Curto percebia de medicina e menos que o cavalo do Alexandre percebia de pintura.
Nesta congeminência, surge a pergunta: “Então, se assim te julgas, por que te afuturaste a falar sobre o que não percebes?
Todos temos momentos de fraqueza na vida e eu tive a noção da pertinência da questão. Acontece que a pessoa amoldada para o desempenho da tarefa, o meu colega e amigo dr. Fernando da Cruz Cabrita, poeta laureado cá dentro e lá fora, apresenta, a esta hora, um livro seu em Vila Real de Santo, razão por que está impedido de “tirar de mim este cálice”.
Fechada a introdução, vamos ao livro. E, no livro, para efeitos de arrumação metodológica, distingo a forma do fundo.
Quanto à forma, o primeiro elogio vai para a versatilidade da linguagem. Cada figurante utiliza o léxico próprio do seu estado, grei, ou profissão: o calão do toxidependente, o linguajar do montanheiro (homem do barrocal) a gíria do marracho (homem do mar), o paleio hiperbólico do bufarinheiro de feira (que dispensa o autor de versejar o político) conferem uma polivalência vocabular à obra que a perpassa de capa a capa.
Mesmo quando não tem de vestir a pele de alguém, o léxico é rico e variado, frequentemente, pouco correntio, e, vez a vez, rebuscado — o que se toma à conta da necessidade de rimar.
A rítmica é formalmente perfeita e o verso obedece aos cânones de métrica e acento.
Quanto ao fundo, há mais a dizer.
E a primeira coisa é que à frente da janela do poeta passa o pequeno e o grande, passa o rico e o pobre, passa o ébrio e o sóbrio. Isto é: passa a gente, a sub-gente e a sobre-gente. Passa o Mundo, passa a Vida.
Poderia dizer-se que é uma janela privilegiada, mas o privilégio não está na janela, está nos olhos que estão por detrás dela.
Olhos que não vêem só as formas, os arquétipos. Divisam, também, os fundos, sondam sentimentos, perscrutam almas.
Como num auto de Gil Vicente, as figuras entram em cena, representam o seu papel, e saem de palco, dando a deixa a outro “actor”. A representação pode ser cómica, ou trágica, mas os personagens são sempre autênticos, sempre verdadeiros, porque a verdade não quer disfarces.
Meus amigos:
Até à chamada terceira idade, o Homem pensa para a frente, procura o futuro; a partir dela, pensa para trás, exalta o passado, embevecido na fanfarronice dos seus êxitos pessoais ou na pretensa desdita da substituição dos antigos costumes e valores morais pelos de um Mundo que já não é o seu.
Perante este quadro, poderão avaliar com que emoção eu vejo passar, sob os meus olhos, o Cuco das Medalhas, o Chico das Martelacas, o Manuel Bigodes dos Sorvetes, o Coelho das Facas, o Pavão da Barbearia, figuras típicas de quando a cidade era, sociologicamente, uma aldeia (onde não havia desconhecidos) e que não foram substituídas, nem o serão, pelo cosmopolitismo que lhe adveio e, agora, a caracteriza.
Mas os figurantes não são, apenas, os individualizados: o poeta aproveita o pano de fundo da feira do Carmo para retratar, não já indivíduos, mas grupos conexionados por características de estado, sexo, idade ou profissão. E, destes, representam função histórico-pedagógica os das profissões, entretanto, extintas: aguadeiro, chapeleiro, canastreiro, leiteira, alfaiate, lavadeira …
Comecei com duas alegorias e termino com uma terceira:
Américo Tomás foi um Chefe de Estado português com patente de Almirante e cultura de Marujo (sem desprimor … para os marujos). O seu pendor (nas intermitências deixadas por caçadas de perdizes e mordomias) ia para festanças e foguetadas. No rescaldo de uma das inúmeras homenagens que lhe renderam, um jornalista pediu-lhe a expressão da sua sensibilidade relativamente à consagração que acabava de lhe ser feita, ao que o Presidente da Ditadura respondeu: “para caracterizar esta homenagem, só tenho um adjectivo — gostei!”
Para caracterizar o meu aprecio em relação ao livro que, ora, se lança, eu invoco o “adjectivo” do Américo Tomás.
Obrigado.
Meus Amigos:
Aí pelo meio da primeira metade do século passado, tiveram participação num processo judicial os dois expoentes da medicina e da advocacia portuguesas: O Professor Egas Moniz e o dr. Ramada Curto, aquele como perito, este como mandatário de parte.
Na prestação de esclarecimentos sobre a perícia, o advogado introduziu uma pergunta de clarificação com a seguinte frase: “Esclareça-me cá, senhor Professor, que eu de medicina percebo pouco …”
A pontos tais o Egas Moniz, empertigado, rompeu com uma intermissão: “De medicina percebe pouco, alto lá?! O senhor de medicina não percebe nada! Quem percebe um pouco de medicina sou eu!”
Esta história dá o mote para introduzir uma outra, da Antiguidade, respeitante a Alexandre Magno e ao seu cavalo, Bucéfalo:
O Alexandre tinha mandado pintar um retrato do cavalo ao mais afamado pintor da sua época: Apeles.
Apresentada a obra, o General não se agradou dela. Seguiu-se uma controvérsia entre os dois e, como meio de tira-teimas, trouxe-se o modelo para comparar com o retrato.
À vista da pintura, o cavalo, ou por aprazimento de ver o dono, ou porque lhe cheirou a égua (que, a seu aprecio, valia mais que o dono) relinchou enfaticamente.
Este relinchado foi tomado, pelo Alexandre e pelo Apeles, como uma manifestação de agrado do cavalo pela visão do seu retrato, o que levou o pintor a observar: “Afinal, o teu cavalo percebe mais de pintura do que tu!”
Fui incumbido de comentar uma obra do poeta que me ladeia e trouxe à colação estas histórias para significar — a fim de não criar falsas expectativas — que eu percebo tanto de poesia como o Ramada Curto percebia de medicina e menos que o cavalo do Alexandre percebia de pintura.
Nesta congeminência, surge a pergunta: “Então, se assim te julgas, por que te afuturaste a falar sobre o que não percebes?
Todos temos momentos de fraqueza na vida e eu tive a noção da pertinência da questão. Acontece que a pessoa amoldada para o desempenho da tarefa, o meu colega e amigo dr. Fernando da Cruz Cabrita, poeta laureado cá dentro e lá fora, apresenta, a esta hora, um livro seu em Vila Real de Santo, razão por que está impedido de “tirar de mim este cálice”.
Fechada a introdução, vamos ao livro. E, no livro, para efeitos de arrumação metodológica, distingo a forma do fundo.
Quanto à forma, o primeiro elogio vai para a versatilidade da linguagem. Cada figurante utiliza o léxico próprio do seu estado, grei, ou profissão: o calão do toxidependente, o linguajar do montanheiro (homem do barrocal) a gíria do marracho (homem do mar), o paleio hiperbólico do bufarinheiro de feira (que dispensa o autor de versejar o político) conferem uma polivalência vocabular à obra que a perpassa de capa a capa.
Mesmo quando não tem de vestir a pele de alguém, o léxico é rico e variado, frequentemente, pouco correntio, e, vez a vez, rebuscado — o que se toma à conta da necessidade de rimar.
A rítmica é formalmente perfeita e o verso obedece aos cânones de métrica e acento.
Quanto ao fundo, há mais a dizer.
E a primeira coisa é que à frente da janela do poeta passa o pequeno e o grande, passa o rico e o pobre, passa o ébrio e o sóbrio. Isto é: passa a gente, a sub-gente e a sobre-gente. Passa o Mundo, passa a Vida.
Poderia dizer-se que é uma janela privilegiada, mas o privilégio não está na janela, está nos olhos que estão por detrás dela.
Olhos que não vêem só as formas, os arquétipos. Divisam, também, os fundos, sondam sentimentos, perscrutam almas.
Como num auto de Gil Vicente, as figuras entram em cena, representam o seu papel, e saem de palco, dando a deixa a outro “actor”. A representação pode ser cómica, ou trágica, mas os personagens são sempre autênticos, sempre verdadeiros, porque a verdade não quer disfarces.
Meus amigos:
Até à chamada terceira idade, o Homem pensa para a frente, procura o futuro; a partir dela, pensa para trás, exalta o passado, embevecido na fanfarronice dos seus êxitos pessoais ou na pretensa desdita da substituição dos antigos costumes e valores morais pelos de um Mundo que já não é o seu.
Perante este quadro, poderão avaliar com que emoção eu vejo passar, sob os meus olhos, o Cuco das Medalhas, o Chico das Martelacas, o Manuel Bigodes dos Sorvetes, o Coelho das Facas, o Pavão da Barbearia, figuras típicas de quando a cidade era, sociologicamente, uma aldeia (onde não havia desconhecidos) e que não foram substituídas, nem o serão, pelo cosmopolitismo que lhe adveio e, agora, a caracteriza.
Mas os figurantes não são, apenas, os individualizados: o poeta aproveita o pano de fundo da feira do Carmo para retratar, não já indivíduos, mas grupos conexionados por características de estado, sexo, idade ou profissão. E, destes, representam função histórico-pedagógica os das profissões, entretanto, extintas: aguadeiro, chapeleiro, canastreiro, leiteira, alfaiate, lavadeira …
Comecei com duas alegorias e termino com uma terceira:
Américo Tomás foi um Chefe de Estado português com patente de Almirante e cultura de Marujo (sem desprimor … para os marujos). O seu pendor (nas intermitências deixadas por caçadas de perdizes e mordomias) ia para festanças e foguetadas. No rescaldo de uma das inúmeras homenagens que lhe renderam, um jornalista pediu-lhe a expressão da sua sensibilidade relativamente à consagração que acabava de lhe ser feita, ao que o Presidente da Ditadura respondeu: “para caracterizar esta homenagem, só tenho um adjectivo — gostei!”
Para caracterizar o meu aprecio em relação ao livro que, ora, se lança, eu invoco o “adjectivo” do Américo Tomás.
Obrigado.
12 de maio de 2011
10 de abril de 2011
GAR ALGARVE (promotores Manif de 12/3 "Geração à Rasca" - Algarve): Conf. Imprensa 12/4, 15h
Os promotores da manifestação “geração à rasca” de dia 12 de Março de 2011 realizada em Faro, convidam os meios de comunicação social a estarem presentes no dia 12 de Abril de 2011 na esplanada do Pátio de Letras”, em Faro, pelas 15h00, onde iremos realizar uma conferência de imprensa e onde serão apresentados projectos futuros deste movimento, bem como,esclarecimentos de quaisquer dúvidas existentes.
Aguardamos a vossa confirmação para o email gar.algarve@gmail.com para que possamos iniciar a conferência de imprensa quando todos os meios de comunicação social estiverem presentes.
3 de abril de 2011
2 de abril de 2011
Apresentação da exposição fotográfica de Suzanne Guerreiro, a 26 de Setembro de 2009.
“A fábrica”: da sua apropriação e referência identitária à reinvenção das memórias colectivas do lugar
por Vanessa Duarte de Sousa, Doutoranda em Cidades e Culturas Urbanas – Centro de Estudos Sociais/ Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia
Ao aceitar o desafio para comentar esta exposição, deparamo-nos com duas dificuldades. Por um lado, não dispomos de qualquer especialização na área das artes. Por outro, registamos iguais fragilidades ao nível do conhecimento específico técnico sobre fotografia.
Entendemos a proposta de discussão desta exposição olhando para as fotografias como dados, ou seja como material passível de tratamento para produção do conhecimento.
Olhámos para as fotografias apresentadas, a partir de duas dimensões sociológicas fundamentais: a dimensão territorial e a dimensão política.
Ao nível da dimensão territorial um primeiro olhar sobre as fotografias poderia levar-nos a dizer, de um modo descontextualizado que se tratam de imagens sobre espaços vazios – de gente e de funções. Lugar de passagem para uns, lugar de observação para outros, e ainda quiçá, lugar de refúgio para uns outros tantos.
Entre «amigos», diríamos que se tratam de «fotografias bonitas, que revelam a sensibilidade da fotógrafa ao dar enfoque a alguns ângulos do espaço em concreto, etc… sobre uma fábrica vazia… que fechou como tantas outras»… E sobre a fábrica fechada no meio da serra ainda acrescentaríamos: «Temos pena!!! É o caminho da competitividade, da mudança dos tempos, etc., etc.»
Estaríamos aqui perante um desvio de olhar, como Augé (1994) retrata, ou seja, aquele espaço desqualificado pelo olhar dos indivíduos. Hoje olhamos sempre para um espaço com uma classificação qualquer – espaço de lazer, espaço turístico, espaço de serviços, espaço residencial. Esta fábrica, situa-se no que o próprio autor denomina de «não-lugar», uma figura retórica utilizada para um espaço que não tem qualquer classificação específica e que serve apenas de passagem.
Um olhar mais aprofundado, centrado na análise da relação dos modos de vida com aquele território em que se enquadra esta fábrica, leva-nos a ver estas imagens de forma diferente.
Construímos um imaginário que medeia a relação entre o que foi e o que é hoje a fábrica. E se hoje pode ser esse espaço vazio, a leitura sobre a sua história permite-nos transformá-la em espaço de memórias.
Visualizamos gentes a laborar, mesmo que não saibamos em quê. Ouvimos conversas, mesmo que não percebamos do que se tratam. Sentimos movimento. Vemos hierarquias, funções diferenciadas entre os vários trabalhadores presentes. Percebemos estratégias de sobrevivência…
Obviamente que esta é uma leitura imaginária. É uma leitura centrada no que podemos pensar sobre aquilo que não vemos no imediato, mas que a fábrica transporta como lugar que um dia teve uma utilização específica, que permitiu ocupar pessoas, que apoiou decerto na manutenção e fixação das gentes naquele território.
Do primeiro contacto com a Suzanne, apercebemo-nos da dificuldade de reconstrução dessas memórias. As gentes que aquela fábrica uniu, dividiram-se, já não estão mais presentes, decerto algumas até já faleceram.
Construiu-se o vazio da própria memória. Esvazia-se o presente, pelo facto de apenas se contemplar o futuro. Mas com isto não queremos dizer que essa não seja passível de reabilitar.
É bastante provável que um trabalho de pesquisa mais aprofundado nos levasse a reconstruir a história daquele espaço, seja pela procura de ex-trabalhadores ou seus descendentes, como através da pesquisa de documentos. O início deste trabalho já foi desenvolvido pela própria Suzanne, como ela própria terá oportunidade de referir.
O contemplar do futuro remete-nos para a segunda dimensão que propusemos no início, ou seja, a dimensão política. A primeira questão que se coloca a alguém que se preocupa com o território é: e que futuro para aquela fábrica?
Equacionamos a reflexão desse futuro por relação à memória dos espaços. A este respeito, podemos ter pelo menos 3 opções:
- A reabilitação das memórias
- O depositório das memórias
- A ruptura com as memórias.
Em relação à reabilitação das memória podemos procurar um futuro partindo da proposta que fizemos sobre a pesquisa acerca das funções específicas daquele espaço, sobre a sua relação com as pessoas do território, etc.
A partir daí é possível redesenhar aquele espaço, mesmo que com outras funções, mas que permitam ligar o passado ao futuro. Que possibilite a preservação das memórias a par com uma vivência do espaço que o torne apropriável por diferentes grupos sociais, para cumprir diferentes objectivos.
Se ao nível da arquitectura e design do lugar esta opção não parece difícil de construir, a forma como se captam gentes para estes espaços já pode ser mais complexa.
Gostaríamos de dar dois exemplos, um em Portugal, outro em Itália. No primeiro caso a abordagem será centrada no conteúdo da intervenção, no segundo a reflexão será tomada por relação ao processo.
Vejamos o caso da Fábrica da Pólvora em Barcarena, Oeiras. Trata-se de um espaço que foi adquirido pela Câmara Municipal de Oeiras, que posteriormente o transformou em núcleo cultural. Hoje compõe-se do museu da pólvora, a par com espaço de restaurante e bar, espaço para realização de espectáculos ao ar livre, espaços de lazer e galeria de arte/ Centro de Experimentação Artística. Situada numa zona relativamente periférica aos principais núcleos habitacionais, de lazer e de serviços do concelho de Oeiras, a Fábrica transformou-se num espaço com vida, com gentes de diferentes idades e de diferentes espectros sociais.
Atentemos ao segundo caso, a ex- Fonderie (ex- Fundição) em Modena. Trata-se de uma cidade onde é implementado o orçamento participativo, ou seja, em que o orçamento municipal é discutido com os próprios cidadãos locais. Aproveitando o potencial da participação, resolveram tornar participado o projecto de reabilitação dessa antiga fábrica. Para tal foram seleccionados cidadãos do município, a partir de entrevistas. Esses fizerem parte de uma primeira reunião comunitária, com o objectivo de apresentar o processo. Seguiu-se a formação de facilitadores das reuniões futuras que iriam ser realizadas com o intuito de discutir o futuro da Fundição. Numa fase de exploração do terreno, estes participantes locais foram convidados a visitar a ex-Fundição, ao que se seguiu um Banco de Ideias – em que as pessoas deram sugestões para aquele espaço. A partir dessas ideias sistematizadas, passou-se à sua discussão com ateliers de arquitectura que pretendiam concorrer ao processo de requalificação.
Finalmente deu-se a votação e argumentação dos resultados do concurso. Apenas a título de curiosidade, refira-se que o argumento utilizado para sustentar a proposta ganhadora foi de que esta conseguiu retratar a identidade daquele espaço, integrando-o num design moderno e qualificando toda aquela zona da cidade em que se insere a antiga fábrica.
Estes são apenas dois exemplos das possibilidades que temos na reabilitação das memórias dos espaços.
Quanto ao futuro passar por uma «depositório» de memórias, uma das principais opções públicas sobre estes espaços que perderam a sua função original tem sido de os transformar em museus. Não desqualificando a importância dos museus, como forma que apoia igualmente na reabilitação das memórias, certo é que a maior parte se traduz num «depositório» dessas memórias.
São espaços que tendo conteúdo, não têm necessariamente vida. Em parte dos pequenos museus que se têm vindo a construir, de que o caso algarvio não constitui excepção, fazem-se, reabilitações de espaços anteriormente utilizados com uma função produtiva e/ou a sua emergência retrata geralmente a morte de modos de vida específicos daqueles territórios em que se inserem.
Ganha-se em reabilitação do espaço, mas perde-se, em grande parte dos casos, na sua apropriação. Tratam-se, muitas vezes, de espaços que não são animados, sem projectos educativos, sem quaisquer atractivos de lazer que possam captar as pessoas para uma maior utilização do espaço reabilitado.
Como nos diz Jordi Borja (2005), na gestão do equilíbrio entre a memória e o futuro pode ser tão mau votar ao abandono, como transformar em museu.
E, finalmente, passemos à mais arriscada e perigosa das opções – a ruptura com as memórias. O futuro mais provável para esta fábrica é que desapareçam completamente as memórias que podem existir sobre aquele espaço.
Tal deve-se ao facto de se tratar de um espaço privado, que apesar de poder contemplar em si mesmo um património cultural e histórico, o seu futuro depende dos seus proprietários.
Neste sentido, não significa que não se transforme num espaço vivo e apropriado pelos seus novos utilizadores. Mas tratar-se-á, tendencialmente, de uma apropriação selectiva – a dimensão do público esvanece-se.
Por outro lado, pode transformar-se num espaço desvinculado da sua historicidade. Pode construir-se um futuro sem qualquer relação com o passado – perdem-se as memórias, e perde-se a ligação daquele espaço ao território.
Face às diferentes opções possíveis, atentemos à proposta de testemunho de memórias da Suzanne.
Referências Bibliográficas:
Augé, Marc (1994) Não-Lugares. Introdução a uma Antropologia da Sobremodernidade, Lisboa, Edições 70.
Borja, Jordi (2005) La ciudad conquistada, Madrid, Alianza Eidtorial.
20 de março de 2011
O Pátio de Letras volta a Cacela - Dom. 27 Março (10h30 - 17h30)
Apesar de no poster feito pela organização (ADRIP e o CIIPC / CMVRSA ) não mencionar que os livros novos também vão estar no Mercadinho, posso comprovar que nos convidaram e aceitámos! Vamos com livros novos a preço de "usados" :)...
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17 de março de 2011
6ª f 20 Maio, 22h - ENTRE MARGENS -inauguração de exposição fotográfica
da autoria de Vasco Silva Lopes
arquitecto de formação, partilha a presente mostra 'entre margens' não como um projecto planeado e acabado, mas como uma deriva de visões insulares e ribeirinhas de Cabo Verde, Guiné Bissau e Moçambique, onde pretende fugir a modelos de turista ocasional ou visões etnográficas.
arquitecto de formação, partilha a presente mostra 'entre margens' não como um projecto planeado e acabado, mas como uma deriva de visões insulares e ribeirinhas de Cabo Verde, Guiné Bissau e Moçambique, onde pretende fugir a modelos de turista ocasional ou visões etnográficas.
A linha condutora é simplesmente o momento de imagens captadas 'entre margens' dessas realidades, ritmos e pausas.
16 de março de 2011
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