9 de julho de 2011

“Juventude com Futuro é com a Constituição do presente!”

A "Plataforma do 35º Aniversário da Constituição da República Portuguesa (CRP)" está a preparar uma Sessão no Pátio de Letras em Faro, para o dia 13 de Julho, pelas 21h30.

O título do Manifesto, que deu início à plataforma (ver abaixo), será o mote para um debate que contará com a participação de dois convidados « Mário Cunha - Jurista e Ana Sofia - Plataforma», mas que pretende contar com a participação do público presente.
Participa, vem conhecer melhor a tua Constituição.

A Direcção da ARCM

Manifesto

“Juventude com Futuro é com a Constituição do presente!”

Ao longo das últimas décadas a situação da juventude portuguesa vem-se degradando e tornando cada vez mais dificil a vida de cada jovem. Exemplos não faltam: são os obstáculos ao acesso e frequência da educação que se multiplicam; são o desemprego e a precariedade a aumentar em flecha; é o acesso à habitação (para arrendar ou comprar) que é quase uma miragem; é a cultura que cada vez mais é um privilégio de alguns; é o desporto que cada vez menos podem praticar; é o nosso país metido e comprometido com as guerras e ocupações que destroem milhares de vidas por todo o mundo; e, cada vez mais, são crescentes os atropelos às liberdades e garantias de expressão e de associação.

Muitas vezes se diz que esta é uma situação inevitável e que não há alternativa a este caminho – que não nos resta senão aceitá-lo. No entanto, nós, jovens portugueses, sabemos que não é assim; sabemos que os problemas que sentimos na pele todos os dias têm responsáveis e são resultado de políticas que preferem privilegiar os interesses de alguns em detrimento do interesse e dos direitos de todos.

De facto, as leis e as medidas que se vêm aprovando ao longo das últimas décadas são praticamente todas de ataque aos direitos da juventude e, muitas delas, são até contrárias ao que vem inscrito na Lei Fundamental do nosso país, a Constituição da República Portuguesa (CRP), em geral, e no artigo 70 que é particularmente dedicado à protecção dos direitos dos jovens – como diz o próprio “Os jovens gozam de protecção especial para efectivação dos seus direitos económicos, sociais e culturais, nomeadamente: a) No ensino, na formação profissional e na cultura; b) No acesso ao primeiro emprego, no trabalho e na segurança social; c) No acesso à habitação; d) Na educação física e no desporto; e) No aproveitamento dos tempos livres”. Ora se assim é, porque é que vão acabar com o desporto escolar? Porque é que há milhares de jovens a abandonar o Ensino Superior todos os anos? Porque é que acabaram com o incentivo ao arrendamento jovem e o crédito bonificado? Porque é que há mais de meio milhão de jovens em situação de trabalho precário?

Por isto, neste ano em que se comemoram os 35 anos da aprovação da CRP exigimos que esta se cumpra e efective para que os jovens e todos os portugueses possam ter uma vida melhor, de realização pessoal e colectiva. Acreditamos e defendemos que o 25 de Abril é um momento marcante da história do nosso país e que não pode ser apenas uma memória longínqua e, por isso, continuaremos a lutar porque se cumpra o que a Revolução dos Cravos nos trouxe e que está, em boa parte, ainda inscrito na CRP, certos e seguros que só isso pode garantir um rumo de progresso e desenvolvimento ao nosso país!

19 de junho de 2011

Leituras Perniciosas: Poesia e Óptica





















A edição de Junho do ciclo de poesia e arte "Leituras Perniciosas", que acontece na última sexta-feira de cada mês na Livraria Pátio de Letras, conta com José Jesus e David Bastos, e decorre sob o tema "Poesia & Óptica: A Câmara naufragada de Arno Zado". A sessão acontece a 24 de Junho às 22h, e a entrada é livre.


Sobre o ciclo


As “Leituras Perniciosas”, consistem num serão de poesia e leituras, em que a poesia tem tido lugar de destaque, que pretende divulgar poetas e escritores da região, preferencialmente os menos conhecidos, quer pela sua juventude, quer por não terem obra publicada.
As sessões são normalmente acompanhadas de música, imagens ou outro tipo de performance artística. A organização é de Joaquim Morgado e Pátio de Letras.

10 de junho de 2011

Lançamento "Entre as Cidades e a Serra" seguido de debate


















Na segunda-feira, 13 de Junho, às 18h00, vai ter lugar na Livraria Pátio de Letras o lançamento do livro "Entre as Cidades e a Serra: Mobilidades, Capital Social e Associativismo no Interior Algarvio".
A obra, com a chancela da editora Mundos Sociais, é organizada por Renato Miguel do Carmo, e será apresentada pelo Reitor da Universidade do Algarve (UAlg), João Guerreiro, e por Alberto Melo, docente da UAlg e co-fundador da Associação In-Loco.
De seguida haverá um debate sobre os temas analisados no livro, com moderação de José São José, docente do Departamento de Sociologia da UAlg.

31 de maio de 2011

23 de maio de 2011

texto do Dr. Valério Bexiga de apresentação do livro "Da minha Janela Afora pela Janela de Mim Adentro"

Aqui fica o texto com que, aproximadamente, o Dr. Valério Bexiga apresentou o livro de poesia "Da Minha Janela Afora Pela Janela de Mim Adentro" de Sérgio Matos.

Meus Amigos:

Aí pelo meio da primeira metade do século passado, tiveram participação num processo judicial os dois expoentes da medicina e da advocacia portuguesas: O Professor Egas Moniz e o dr. Ramada Curto, aquele como perito, este como mandatário de parte.
Na prestação de esclarecimentos sobre a perícia, o advogado introduziu uma pergunta de clarificação com a seguinte frase: “Esclareça-me cá, senhor Professor, que eu de medicina percebo pouco …”
A pontos tais o Egas Moniz, empertigado, rompeu com uma intermissão: “De medicina percebe pouco, alto lá?! O senhor de medicina não percebe nada! Quem percebe um pouco de medicina sou eu!”
Esta história dá o mote para introduzir uma outra, da Antiguidade, respeitante a Alexandre Magno e ao seu cavalo, Bucéfalo:
O Alexandre tinha mandado pintar um retrato do cavalo ao mais afamado pintor da sua época: Apeles.
Apresentada a obra, o General não se agradou dela. Seguiu-se uma controvérsia entre os dois e, como meio de tira-teimas, trouxe-se o modelo para comparar com o retrato.
À vista da pintura, o cavalo, ou por aprazimento de ver o dono, ou porque lhe cheirou a égua (que, a seu aprecio, valia mais que o dono) relinchou enfaticamente.
Este relinchado foi tomado, pelo Alexandre e pelo Apeles, como uma manifestação de agrado do cavalo pela visão do seu retrato, o que levou o pintor a observar: “Afinal, o teu cavalo percebe mais de pintura do que tu!”

Fui incumbido de comentar uma obra do poeta que me ladeia e trouxe à colação estas histórias para significar — a fim de não criar falsas expectativas — que eu percebo tanto de poesia como o Ramada Curto percebia de medicina e menos que o cavalo do Alexandre percebia de pintura.
Nesta congeminência, surge a pergunta: “Então, se assim te julgas, por que te afuturaste a falar sobre o que não percebes?
Todos temos momentos de fraqueza na vida e eu tive a noção da pertinência da questão. Acontece que a pessoa amoldada para o desempenho da tarefa, o meu colega e amigo dr. Fernando da Cruz Cabrita, poeta laureado cá dentro e lá fora, apresenta, a esta hora, um livro seu em Vila Real de Santo, razão por que está impedido de “tirar de mim este cálice”.

Fechada a introdução, vamos ao livro. E, no livro, para efeitos de arrumação metodológica, distingo a forma do fundo.

Quanto à forma, o primeiro elogio vai para a versatilidade da linguagem. Cada figurante utiliza o léxico próprio do seu estado, grei, ou profissão: o calão do toxidependente, o linguajar do montanheiro (homem do barrocal) a gíria do marracho (homem do mar), o paleio hiperbólico do bufarinheiro de feira (que dispensa o autor de versejar o político) conferem uma polivalência vocabular à obra que a perpassa de capa a capa.
Mesmo quando não tem de vestir a pele de alguém, o léxico é rico e variado, frequentemente, pouco correntio, e, vez a vez, rebuscado — o que se toma à conta da necessidade de rimar.
A rítmica é formalmente perfeita e o verso obedece aos cânones de métrica e acento.

Quanto ao fundo, há mais a dizer.
E a primeira coisa é que à frente da janela do poeta passa o pequeno e o grande, passa o rico e o pobre, passa o ébrio e o sóbrio. Isto é: passa a gente, a sub-gente e a sobre-gente. Passa o Mundo, passa a Vida.
Poderia dizer-se que é uma janela privilegiada, mas o privilégio não está na janela, está nos olhos que estão por detrás dela.
Olhos que não vêem só as formas, os arquétipos. Divisam, também, os fundos, sondam sentimentos, perscrutam almas.
Como num auto de Gil Vicente, as figuras entram em cena, representam o seu papel, e saem de palco, dando a deixa a outro “actor”. A representação pode ser cómica, ou trágica, mas os personagens são sempre autênticos, sempre verdadeiros, porque a verdade não quer disfarces.

Meus amigos:
Até à chamada terceira idade, o Homem pensa para a frente, procura o futuro; a partir dela, pensa para trás, exalta o passado, embevecido na fanfarronice dos seus êxitos pessoais ou na pretensa desdita da substituição dos antigos costumes e valores morais pelos de um Mundo que já não é o seu.
Perante este quadro, poderão avaliar com que emoção eu vejo passar, sob os meus olhos, o Cuco das Medalhas, o Chico das Martelacas, o Manuel Bigodes dos Sorvetes, o Coelho das Facas, o Pavão da Barbearia, figuras típicas de quando a cidade era, sociologicamente, uma aldeia (onde não havia desconhecidos) e que não foram substituídas, nem o serão, pelo cosmopolitismo que lhe adveio e, agora, a caracteriza.
Mas os figurantes não são, apenas, os individualizados: o poeta aproveita o pano de fundo da feira do Carmo para retratar, não já indivíduos, mas grupos conexionados por características de estado, sexo, idade ou profissão. E, destes, representam função histórico-pedagógica os das profissões, entretanto, extintas: aguadeiro, chapeleiro, canastreiro, leiteira, alfaiate, lavadeira …

Comecei com duas alegorias e termino com uma terceira:
Américo Tomás foi um Chefe de Estado português com patente de Almirante e cultura de Marujo (sem desprimor … para os marujos). O seu pendor (nas intermitências deixadas por caçadas de perdizes e mordomias) ia para festanças e foguetadas. No rescaldo de uma das inúmeras homenagens que lhe renderam, um jornalista pediu-lhe a expressão da sua sensibilidade relativamente à consagração que acabava de lhe ser feita, ao que o Presidente da Ditadura respondeu: “para caracterizar esta homenagem, só tenho um adjectivo — gostei!”
Para caracterizar o meu aprecio em relação ao livro que, ora, se lança, eu invoco o “adjectivo” do Américo Tomás.
Obrigado.

12 de maio de 2011

10 de abril de 2011

GAR ALGARVE (promotores Manif de 12/3 "Geração à Rasca" - Algarve): Conf. Imprensa 12/4, 15h

Os promotores da manifestação “geração à rasca” de dia 12 de Março de 2011 realizada em Faro, convidam os meios de comunicação social a estarem presentes no dia 12 de Abril de 2011 na esplanada do Pátio de Letras”, em Faro, pelas 15h00, onde iremos realizar uma conferência de imprensa e onde serão apresentados projectos futuros deste movimento, bem como,esclarecimentos de quaisquer dúvidas existentes.

Aguardamos a vossa confirmação para o email gar.algarve@gmail.com para que possamos iniciar a conferência de imprensa quando todos os meios de comunicação social estiverem presentes.