8 de março de 2010

7 de março de 2010

5 de março de 2010

5ª f dia 11 Março, 17h30

apresentação da recém-editada obra de Pedro Lino, estudante da UALG

com o AUTOR, Bruno Tavares e Mariane Silva



"A vida tem o luxo de gozar de várias definições. Aqui, neste livro, tem o significado de bóia. Mas somente como título. Porque a essência desta definição está contida nestas páginas. Que não são mais do que situações reais do dia-a-dia que tendem a passar despercebidas ou que nem sequer nos preocupamos em darmos-lhes atenção.
Começando com a vida académica, passando pelas tecnologias e pelo quotidiano comum, este livro sugere ao leitor um momento, não só de boa disposição, mas também de reflexão sobre os mais diversos temas"

(do site da HM Editora)

4 de março de 2010

14 de fevereiro de 2010

A poética televisual de Samuel Beckett

Livro da autoria de Gabriela Borges

Apresentação no Pátio de Letras no dia 27 Fev, às 17h:
leitura dramática de excertos de uma peça de Beckett pelo Prof. doutor António Branco (actor e professor da UAlg); exibição comentada de uma peça de Beckett para televisão.

(clicar na imagem para aumentar)


Este livro discute a poética televisual de Samuel Beckett elaborada a partir das suas experimentações em diversas mídias e apresenta uma análise estética e intersemiótica das tele-peças e das transcriações das peças de teatro para a televisão. Além de ter proporcionado a Beckett a possibilidade de expressar o seu olhar estético por meio das formas que criou, a tecnologia televisual se abre para experimentações e indagações a respeito de seu potencial expressivo e artístico. A arte pode trazer vida inteligente para a televisão, as tele-peças de Beckett mostram que existem imagens que, uma vez criadas, podem forçar os limites do constante enquadramento e reenquadramento do domínio tecnológico. Com isso, a tecnologia se abre para o mistério da arte e para um novo saber fazer da técnica que seja poético.

Recensão por Josette Monzani:

Neste belo livro de Gabriela Borges temos um Beckett exposto. Sim, porque a autora nos apresenta, juntamente com sua arguta análise, o fazer constitutivo da estética televisiva do autor.
Praticamente desconhecido do público brasileiro, posto que nunca divulgado ou publicado aqui, esse material de trabalho beckettiano mostra-se rico e útil para todos aqueles que pensam a TV – seu modo narrativo, segundo um molde inteligente.
André Bazin, ao comentar o trabalho de Tati, disse que “jamais, sem dúvida, o aspecto físico da palavra, sua anatomia, havia sido posto tão claramente em evidência”. Podemos, sem dúvida alguma, estender essa colocação, no caso de Beckett, aos modos vários e inusitados de dispor os elementos que compõem a linguagem da TV. A carnalidade do constructo televisivo é por ele desnudada de forma criativa, instigante.
Pensa-se Beckett e pensa-se a TV. Gabriela Borges, com este estudo, preenche uma lacuna no nosso conhecimento das inúmeras ‘buscas’ empreendidas no campo das artes audiovisuais pelo grande romancista e teatrólogo, com uma leitura atenta aos múltiplos caminhos por ele percorridos, aqui dispostos à espera de novas reflexões.

CV de Gabriela Borges:

É mestre e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Foi investigadora visitante na Universidade Autônoma de Barcelona, no Trinity College Dublin e na Universidade do Algarve, Portugal, onde realizou pós-doutorado no Centro de Investigação em Artes e Comunicação e actu como investigadora e professora. Tem capítulos de livros e artigos publicados em Portugal e no estrangeiro e organizou com Vítor Reia Baptista o livro Discursos e Práticas de Qualidade na Televisão (2008).