7 de agosto de 2009

O 13º Passageiro


No dia 1 de Junho de 1943 um avião civil da KLM, pilotado pelo comandante QuirinusTepas, que assegurava a ligação de Portugal ao Reino Unido, foi abatido por uma esquadrilha alemã, quando sobrevoava o Golfo da Biscaia. A bordo iam 13 passageiros, entre os quais o actor de teatro e do cinema Leslie Howard, que regressava de uma série de palestras de propaganda, efectuadas em Lisboa e Madrid.
Desde então várias teses se têm defrontado para explicar o insólito acontecimento. A "linha de Lisboa", como era conhecida, gozava de imunidade, por via de um acordo diplomático não escrito que vigorava entre as forças do Eixo e os Aliados.

José António Barreiros, que nos últimos anos se tem dedicado a estudar as redes estrangeiras de espionagem em Portugal, durante a Segunda Guerra, escreveu um pequeno livro sobre o assunto e o guião de uma banda desenhada, a que a pena de Carlos Barradas deu vida e colorido. Esta obra é enriquecida por um texto final da autoria do professor americano Douglas Wheeler, reputado historiador e especialista na matéria, recentemente condecorado pelo Estado Português pelo desempenho em prol da cultura portuguesa. Trata-se pois de uma narrativa real, se bem que inacreditável.

Ao findar a leitura sente-se que o assunto não está esgotado e que o mistério sobre o destino do "voo 777" permanece. Que razão teria ditado tal ataque mortal, sendo certo que não era a primeira vez que este avião DC3 era metralhado? Teriam os alemães confundido Alfred Chenhalls, o corpulento companheiro de viagem de Howard, com Winston Churchill? Seria o alvo Wilfred Israel, o animador do Socorro Judaico, agente determinante no repatriamento de judeus? Visaram os Junkers o director-geral da Shell Oil em Portugal, Tyrell Shervington, personagem relevante da rede clandestina de sabotagem e guerra subversiva do Special Operation Executive?

No livro tudo isto está contado e muito mais. O leitor segue, a par e passo, a estadia daquele que contracenou com Clark Gable em "E Tudo O Vento Levou" pela cidade de Lisboa, no final de Maio de 1943. Consultados os arquivos, conclui-se que há ainda muita documentação de acesso proibido. Lendo nas entrelinhas do conhecido, esta publicação sugere algumas pistas para compreender quem foram os autores deste crime e também os seus encobridores. É um livro para ler e para ver, uma obra para se compreender e para se sentir.


alguns quadradinhos da banda desenhada: ver aqui
mais sobre o livro: aqui.

PVP: 18 € (16,20 € para encomendas on-line: omundoemgavetas@gmail.com ou patiodeletras.omeg@gmail.com)

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O Homem das Cartas de Londres


Funcionário da Embaixada de Portugal em Londres, em 1942-1943, Rogério havia sido recrutado em Lisboa pelos agentes do Eixo.
Os seus contactos [«Francisco Mendes» e «Manuel Castro»] esperavam que lhes enviasse, através da mala diplomática, mensagens em tinta invisível sobre elementos de informação que recolhesse em Inglaterra.
Uma dessas cartas foi interceptada pelo MI5 que tinha conhecimento das suas actividades através de escuta e descodificação das comunicações rádio telegráficas alemãs, efectuadas em Bletchley Park.
Julgado no «Old Bailey», Menezes foi condenado à morte, mas na sequência de um jogo diplomático de alto nível, no qual se envolveu o próprio Oliveira Salazar, o Rei Jorge VI comutou-lhe a pena. A política oficial portuguesa de «neutralidade colaborante» conheceu então um dos seus momentos críticos.
Nas suas memórias, escritas após a fuga para a URSS, «Kim» Philby refere o caso de Menezes, no qual se envolveu, com afecto. Numa recente publicação britânica sobre o «Camp 020», o local de interrogatório dos espiões estrangeiros aprisionados em Inglaterra, o seu director, tenente-coronel Stephens refere-se à neutralização de Menezes como «um dos grandes sucessos do MI5».
O seu biógrafo teve o privilégio de o encontrar ainda vivo, em Castelo Branco, pelo que parte da investigação que subjaz ao livro decorre do seu contributo.

O livro mereceu uma recensão crítica na revista académica Intelligence and National Security. [According to Luce, I&NS 19.1, Rogério de Menezes was "a typist and Axis spy at the Portuguese Embassy in London from July 1942 to February 1943." MI5 knew in advance of his arrival and finally arrested him in February 1943. Deported to Portugal in 1949, he was interviwed by the author for this work, called by the reviewer "a captivating tale that is skilfully told and highly instructive.]"

PVP: 12 € (11,20 € para encomendas on-line: omundoemgavetas@gmail.com ou patiodeletras.omeg@gmail.com)

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1 de agosto de 2009

EXPOSIÇÃO / DEBATE - 06/AGOSTO/2009 – 21H30

O Movimento Democrático de Mulheres – Núcleo de Faro, vai Inaugurar no dia 6 de Agosto (Quinta-feira) pelas 21h30, uma Exposição Fotográfica “Olhar Feminino sobre as Mulheres do Sahara Ocidental”, de Helena Costa e Inês Seixas, seguida de Debate.

A Exposição estará aberta ao público até 31 de Agosto, no PÁTIO DE LETRAS, na R/ Dr. Cândido Guerreiro, 26/30, em Faro.

(para ler/visualizar o texto, clicar na imagem)

28 de julho de 2009

21 de julho de 2009


clicar na imagem para ver os nomes da ilustradora e dos autores


20 de julho de 2009