26 de junho de 2009

Do Interior da revolução: polémica á volta do livro do Coronel Vasco Lourenço (1)

http://aeiou.expresso.pt/costa-martins-arrasa-memorias-de-vasco-lourenco=f521743

Num extenso comentário enviado ao Expresso, o coronel Costa Martins disseca o livro "Do Interior da Revolução", uma longa entrevista de Vasco Lourenço a Maria Manuela Cruzeiro, do Centro de Documentação 25 de Abril e editado pela Âncora. Martins acusa Lourenço: "Em alguns casos, inventa factos; noutros - para fugir a responsabilidades, ou por ignorância - diz desconhecê-los; e em outros, manipula-os e subverte-os, chegando, por vezes, a fazê-lo de forma ridícula e até incorrendo em flagrantes contradições".

Piloto-aviador na reforma, Costa Martins também esteve envolvido no golpe de 25 de Abril, após o que foi ministro do Trabalho de todos os governos de Vasco Gonçalves. Membro dos conselhos de Estado e da Revolução, participou em muitos dos episódios referidos no livro por Vasco Lourenço, mas pertencendo a uma corrente político-militar diferente: enquanto este foi um dos operacionais do "grupo dos nove", Martins fazia parte da corrente "gonçalvista", alinhada com o PCP. Se Lourenço foi um dos vencedores do 25 de Novembro, Martins passou à clandestinidade e chegou a viver em Angola.

"Vasco Lourenço tem o direito de não entender que o mundo ultrapassa os limites do seu umbigo", escreve Costa Martins. "O que não tem é o direito de ofender tudo e todos para dar largas ao seu exacerbado egocentrismo e à sua desmedida megalomania, parecendo usá-los como capa para mascarar as suas frustrações. Nem tem o direito de denegrir o bom-nome e a honra dos seus camaradas militares, com invencionices, deturpações e manipulações de factos, mentiras e calúnias, espezinhando tudo e todos, muitas vezes dissertando sobre o que não sabe, ou não conhece, e atraiçoando a própria História do país".

Segue-se, na íntegra, o texto do coronel Costa Martins (os subtítulos são da responsabilidade do Expresso).

Uma ofensa ao 25 de abril

* Costa Martins

No Expresso de 25-04-2009, foi publicado um artigo de José Pedro Castanheira alusivo ao livro de Vasco Lourenço, intitulado "Do Interior da Revolução" em que sou visado. À partida, senti relutância em ler o livro pelo facto de Vasco Lourenço não me merecer confiança e por estar farto das suas mentiras e calúnias. Contudo, algumas pessoas recomendaram-me que o lesse, e acabei por fazê-lo. E valeu a pena.

A entrevistadora, no contexto das perguntas e com os seus profundos conhecimentos, refere aspectos importantes da História recente de Portugal.

Vasco Lourenço, dissertando sobre tudo e sobre todos, faz declarações por vezes inéditas.

Em alguns casos inventa factos; noutros - para fugir a responsabilidades, ou por ignorância - diz desconhecê-los; e em outros, manipula-os e subverte-os, chegando, por vezes, a fazê-lo de forma ridícula e até incorrendo em flagrantes contradições.

Vasco Lourenço chega a declarar que Melo Antunes era o único que tinha um plano estratégico para o país, mas que "foi um benefício" a sua saída da Comissão Coordenadora, quando ele entrou!

E afirma a seguir que: "o mesmo se passando com a substituição de Costa Martins por Canto e Castro". Não se tratou de substituição na Comissão Coordenadora, mas sim da usurpação do meu lugar no Conselho da Revolução, "cozinhada" de forma porca e suja, que então denunciei e o Expresso publicou.

Não somos burros dispostos a comer toda a palha

Vasco Lourenço mostra a sua verdadeira personalidade, sobre a qual não posso pronunciar-me em termos clínicos porque não sou médico da especialidade; mas posso e devo fazê-lo em termos de apreciação comum, ainda que, por agora, de forma não muito aprofundada para não me alongar demasiado - apesar de haver "pano para mangas"...

Vasco Lourenço tem o direito de não entender que o mundo ultrapassa os limites do seu umbigo.

O que não tem é o direito de ofender tudo e todos para dar largas ao seu exacerbado egocentrismo e à sua desmedida megalomania, parecendo usá-los como capa para mascarar as suas frustrações.

Nem tem o direito de denegrir o bom-nome e a honra dos seus camaradas militares, com invencionices, deturpações e manipulações de factos, mentiras e calunias, espezinhando tudo e todos, muitas vezes dissertando sobre o que não sabe, ou não conhece, e atraiçoando a própria História do País.

Na voracidade dos enganos vai ao ponto de nem sequer poupar a criança, seu neto, na dedicatória que lhe fez! Toma-nos a todos como se fossemos uns burros dispostos a comer toda a palha que nos quer dar.

Certamente usando o dom da ubiquidade, esteve em todas as reuniões do MFA. Dirigiu e comandou tudo e todos, admoestou generais e pô-los em sentido. Ameaçou atirar pela janela quem se lhe opusesse, e reclamou camisa-de-forças. Vetou decisões que não lhe interessavam - ainda que, por vezes, contrariando a vontade de todos os outros. Impôs o que entendeu. Opôs-se a que existissem Generais na Junta de Salvação. Entendeu que seria ele "o comandante do 25 de Abril". Achou que os órgãos de comunicação social "tinham de estar disciplinados". E propôs-se vetar o resultado das eleições democráticas se entendesse que os eleitos eram "reaccionários"!

Com um tal democrata, para quê ditadores?

No 16 de Março

À medida que avançava na leitura do livro ia-se-me aguçando o interesse por tropeçar no capítulo em que Vasco Lourenço tivesse ordenado a Deus que se afastasse, para que fosse ele a comandar o mundo. Mas não o conseguiu.

E tudo por causa dos seus camaradas militares, porque uns são "cobardes", outros "tontos", outros "pobres diabos", outros "actores de palco", outros, "um bluff". Enfim, "uma cambada de incompetentes".

E os spinolistas? Essa "cambada de inúteis e imbecis" que "Spínola tinha à sua volta" e que só se apercebeu disso quando ele lhe chamou a atenção durante um reparo que lhe fez.

Foi por tudo isso que, logo no dia 16 de Março - já nos Açores - "sem saber exactamente o que se estava a passar" chamou "montes de nomes à malta do Movimento. Estúpidos. Deitaram tudo a perder! "

Não fora a contenção imposta pelo seu profundo sentimento de camaradagem - que sempre alardeou - e teria muito mais epítetos para qualificar toda essa cambada de incompetentes, de inúteis e imbecis, estúpidos, tontos, cobardes, pobres diabos, actores de palco, bluffs, que, em vez de o ajudarem só o atrapalharam!

E foi por causa deles que não conseguiu afastar Deus e tomar o comando do mundo! Mas, também se o tivesse conseguido, não tinha tido a possibilidade de, no 25 de Abril, nos Açores, apelar ao Aspirante Ramos para que rezasse!

Isto, à cautela, não fosse o diabo tecê-las, porque apesar de ter deixado tudo preparado e todas as ordens dadas a todos antes de embarcar para os Açores, o Otelo podia não as ter entendido e resolver usurpar-lhe o palco - que era seu, exclusivamente seu!

No 25 de Abril

Já os fascistas, também estúpidos e incompetentes, nem discorreram que, se em vez de o terem mandado para os Açores em princípios de Março o tivessem feito alguns dias antes, não tinha havido 25 de Abril!

E a coisa que não lhes perdoa "foi o impedirem que estivesse aqui no 25 de Abril" - embora confesse que sempre esteve disposto a seguir!

A fls. 187 do livro, a propósito da sua ida para os Açores, faz mesmo a seguinte declaração: "Está bem. Eu embarco. Já fizemos o que tínhamos a fazer, aliás, eu sempre estive disposto a seguir"!

Se em vez de sempre ter estado disposto a seguir, tivesse tido a determinação de ficar e a coragem de enfrentar o regime recusando-se a embarcar, teria cá estado no 25 de Abril. Mas preferiu o pseudo rapto, para show off e como forma de fugir às responsabilidades, "empurrando-as" para cima de outros, em vez de as assumir.

Até porque, pouco tempo antes, um Capitão do Estado-Maior da Força Aérea, a quem fora imposta uma deportação, recusou-se a embarcar e, mesmo sem ter atirado indivíduos pelas janelas nem reclamado camisa-de-forças, ficou cá e participou activamente no 25 de Abril! Contudo, melhor fora que esse "tonto" não tivesse cá ficado.

Então não é que ele, "incapaz de perceber o seu Princípio de Peter", no 25 de Abril ia deitando tudo a perder com a emissão de um NOTAM determinando o encerramento do espaço aéreo português, o que fez com que Vasco Lourenço se visse impedido de regressar de imediato a Lisboa para estar "aqui no Continente, no centro dos acontecimentos" - no palco! Crime de "lesa-majestade" que nunca mais lhe perdoou.

Contudo, se tivesse recusado seguir para os Açores, Vasco Lourenço, não teria sabido que, "afinal [tinha] uma importância doida" - apesar de não ter sido nessa altura que pediu uma camisa-de-forças - só se tendo apercebido disso quando, no seu embarque, se deparou no Aeroporto com os "pides, com aqueles carimbos todos da PIDE, gabardina, óculos escuros, ar sinistro"..."pides por todo o lado"..."tantos!"

Mas não foi só em relação à ida para os Açores que, em matéria de fuga às responsabilidades em momentos sérios e difíceis, Vasco Lourenço esqueceu a sua tão exibida frontalidade e procurou fugir às responsabilidades.

No PREC

No Verão de 1975, a dada altura houve reuniões do CR, no Alfeite, em dias sucessivos. Numa dessas reuniões, para me atacar, fez acusações graves relativamente a dois processos que corriam no Ministério do Trabalho.

Não podendo exibir elementos, por não os ter naquele momento, limitei-me a manifestar profunda estranheza.

No dia seguinte levei os respectivos dossiers à reunião e provei ser mentira tudo quanto Vasco Lourenço propalara na véspera.

Por não estar disposto a tolerar calunias, dirigi-me ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da República, que participavam da reunião, e apresentei a minha demissão - que o Expresso noticiou. E sugeri a nomeação de Vasco Lourenço para me substituir como Ministro do Trabalho. Porque o cargo não era "pêra doce", encolheu-se e esquivou-se a aceitar tais responsabilidades.

Na sequência de insistentes solicitações do PR e do PM para que eu permanecesse em funções, acabei por aceitar, mas deixei bem claro que não admitiria críticas levianas e assentes em falsidades, para mais vindas de quem mostrava incapacidade para desempenhar as funções e assumir as inerentes responsabilidades.

Também, mais tarde, no dia 25 de Novembro, quando o confrontei com as vergonhosas calúnias que propalara na entrevista publicada no República em 20-11-75, relativas à Cabala do "Dia do Salário, mais uma vez mentindo procurou fugir às suas responsabilidades, declarando que não tinha dito "nada daquilo", que fora tudo invenções dos jornalistas e que iria fazer o desmentido no dia seguinte. Nunca cumpriu, nem nunca se retratou!

No 25 de Novembro

Com todo o seu heroísmo, no 25 de Novembro, em vez de ter assumido as suas responsabilidades, indo para o Comando da Região Militar de Lisboa, da qual era o comandante, "[deu] instruções a Ramalho Eanes para ir para a Amadora", e resolveu ficar em Belém" debaixo das asas do PR - não fosse, desta vez, o diabo tecê-las, para mais com a agravante de não ter à mão o Aspirante Ramos para rezar.

Mas há cerca de um ano teve o descaramento de declarar que no dia 25 de Novembro nunca me viu em Belém, apesar de se ter encontrado comigo nas duas vezes em que lá fui reunir-me com o PR, precisamente a propósito do 25 de Novembro! No livro faz a seguinte surpreendente declaração: "Eu ainda hoje não percebi qual foi a actuação do Costa Martins". Assim sendo, tem falado à toa, de forma irresponsável e inconsciente, quando sobre ela se tem pronunciado; para mais, fazendo-o geralmente à base de mentiras e calúnias!

Aliás, para que Vasco Lourenço pudesse "perceber qual foi a minha actuação" teria de saber primeiro, o que verdadeiramente, esteve por trás do 25 de Novembro, por trás da sua azáfama, do "levar e trazer", do "diz que disse" e das tarefas sujas a que se prestou, mentindo e caluniando camaradas que, de boa fé, o consideravam amigo.

É óbvio que eu - tal como a esmagadora maioria da população - não estava de acordo com os crescentes desmandos com que, no dia a dia, éramos confrontados, nem com o desnorte existente no País. Mas sabia que o que estava em causa não era o apregoado. E sempre estive contra a destruição dos Valores e Princípios Éticos, imprescindíveis ao relacionamento dos cidadãos na "prometida sociedade de rosto humano."

O exibicionismo da megalomania

Vasco Lourenço, na ânsia da sua desmedida ambição, parece ter corrido atrás de miragens acenadas por "aladinos" - qual coelho correndo atrás das cenouras - mas que, a final, em matéria de concretização se confinaram a duas efémeras estrelas, rapidamente apagadas quando os seus "brilhantes serviços" deixaram de "ter aproveitamento".

E de pouco lhe serviu ter ido sentar-se na cadeira do Primeiro-Ministro, em São Bento, num dia em que o Governo reuniu em Belém.

Parece serem essas as causas das suas incontidas frustrações bem espelhadas no livro, ainda que aparentemente camufladas pelo exibicionismo da sua megalomania e pela linguagem deselegante, grosseira e por vezes ofensiva, com que se refere a camaradas e se dirige publicamente a entidades respeitáveis, inclusivamente ao próprio Presidente da República, pensando que, assim, parece importante!

*Costa Martins
Coronel piloto aviador, na reforma; ex-ministro do Trabalho dos II, III, IV e V Governos Provisórios; ex-membro da Comissão Coordenadora do MFA, do Conselho de Estado, do Conselho da Revolução e do Conselho dos Vinte.

Sin-Cera no Teatro Lethes

Recebido por email:


«O Sin-Cera, grupo de teatro da Universidade do Universidade do Algarve, tem a honra de convidar V. Exa para assistir ao espectáculo de estreia da peça “O Aquário”, de Karl Valentim, que terá lugar no teatro Lethes nos dias 26 de Junho pelas 22:00 horas, com encenação de Pedro Pinto. O espectáculo será apresentado também no dia 27 pelas 22:00 horas e no dia 29 de Junho pelas 17:00 horas

Esta produção é o culminar de um Curso Livre de iniciação teatral que decorreu durante os meses de Março e Abril na Escola Superior de Educação desta mesma universidade, sob a orientação de Francisco Campos e Pedro Pinto.

Mais, se informa que estes serão os últimos espectáculos apresentados no Teatro Lethes sob a programação do Teatro Municipal de Faro.

A tua presença fará toda a diferença.

Cumprimentos Sin-ceros!!!!


Vera Dourado


Para reservas contactar:

966650939- Patrícia Rendall

963325407- Aurora Coelho

sin.cera.ualg@gmail.com

Preço Único - 2,00 Euros


8 de junho de 2009

PROMOÇÕES

Livros com 10% e 20% desconto e packs promocionais (mesa e expositores assinalados na livraria): SEXTANTE, D. QUIXOTE, ESTAMPA, PREFÁCIO, O MUNDO EM GAVETAS, PORTO EDITORA e outras

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25 de maio de 2009

Movimento pela Defesa do Pontal

Movimento pela Defesa do Pontal

O Parque Natural da Ria Formosa (PNRF) está permanentemente ameaçado.

Uma legislação permissiva, baseada

em Projectos de Interesse Nacional ( PIN's), facilita que novos projectos turísticos e imobiliários sejam apresentados para esta área protegida. Por outro lado, esta área está degradada e nunca prestou qualquer serviço às populações.

Após a notícia do último PIN para o Pontal, o Bloco de Esquerda fez uma pergunta ao governo sobre a sua situação deste projecto. Na resposta (que se anexa conjuntamente com a pergunta), foi informado que os proponentes teriam retirado a proposta inicial.

Apoiados numa proposta concreta de projecto para o Pontal, que aqui se anexa, como um primeiro exemplo daquilo que os cidadãos esperam dum parque, organizações ambientalistas e políticas acordaram mobilizar-se para a defesa do PNRF.

Foi decidido:

1) Relançar uma plataforma para defensa do PNRF em particular o Pontal. Para este objectivo utilizaremos o mesmo nome que há 4 anos: "Movimento pela Defesa do Pontal" (MDP).

2) O Movimento de Defesa do Pontal é aberto a todos e todas os cidadãos e cidadãs, a todas as associações e organizações, partidos politicos que assumam o compromisso da defesa intransigente do valores naturais e sociais do Parque Natural da Ria Formosa, e o seu usufruto de forma aberta, regulada e sustentável.

3) Tendo como fim último a defesa do PNRF e dos seus valores, o MDP propõe que o Pontal constitua um exemplo a seguir no modelo de gestão do PNRF a saber; defesa do ecossistema lagunar lutar conta a situação de abandono a que o PNRF tem vindo a sofrer criar áreas compatíveis com a fruição pelas populações dos espaços naturais, sempre que tal seja ambientalmente sustentável. Criar um espaço digno para usufruto e educação ambiental das populações, associações e movimentos dos concelhos de Faro e Loulé, bem como de todos os que nos visitam.

4) A plataforma considera que a melhor maneira de defender o parque é pela via de propostas concretas que representem benefício para as populações da região, especialmente de Faro e Loulé.

5) Uma primeira proposta será constituída pelo projecto de desenvolvimento apresentado recentemente pelo BE na Assembleia da CMF. Isto, no entendido que a preservação e protecção do parque supõe uma intervenção humana mínima para permitir e encorajar as pessoas no desfrute dos seus recursos naturais.

6) A plataforma organizará as seguintes actividades:

a) Sábado 20 de Junho: Visita/caminhada ao Parque aberta a todas as pessoas e organizações. Inicio as 9:30 AM num ponto a determinar brevemente. Aproximadamente duas horas de visita, com convites para a imprensa destacando a situação actual do Pontal.

b) Nesta ocasião será lançado um abaixo-assinado apelando à defesa do PNRF e exigindo a sua utilização pelas populações, nomeadamente a recuperação do espaço natural do Pontal.

Recolhidas as assinaturas, o documento

será entregue nas câmaras municipais de Faro e Loulé.

c) Quarta-feira 24 de Junho. Mesa redonda para debater este projecto e outras alternativas para o Parque. Lugar:

UALG às 18 horas em sala a determinar. Uma breve apresentação do projecto (15 min) e discussão aberta.

Vimos convidá-lo(s) a juntarem-se a nós na defesa de tão importante espaço e a comparecerem numa reunião no próximo dia 27 de Maio no Pátio das Letras *(correcção abaixo) às 21h30min.

Almargem, Bloco de Esquerda (Faro), Liga de Protecção da Natureza

*O Pátio de LETRAS não foi contactado para a realização desta sessão. Não obstante, também em notícia no Observatório do Algarve, consta que a sessão será realizada na Livraria Pátio de Letras (que até fecha às 20h às 4ªas feiras...).
O contacto foi feito com o responsável pelo Patio@Bar (Osvaldo Rocha) e é no Ptio@bar que se realizará a sessão.

24 de maio de 2009

Encomendas/envio pelo correio/pagamento de portes de envio

Pode encomendar por email ou fax e se não puder vir buscar os livros enviamos pelo correio e custeamos os portes para o continente (salvo em livros em promoção), desde que o pagamento seja feito por transf. bancária quando os livros estiverem disponíveis para envio (se não pretender efectuar transf. bancária, enviamos à cobrança, custeando o cliente os portes).

17 de maio de 2009

programação Cultural JUNHO 2009

Apresentações/Palestras/Debates/Tertúlias

Sábado dia 6, 21h30

apresentação da Revista de Artes Performativas “Obscena” e inauguração de exposição fotográfica

6ª f dia 12, 21h30

“Caderno do Algoz” – livro estreia de Sandro Williams Junqueira no romance; apresentação pelo Dr. José Louro

Sábado dia 13, 17h30

“Teixeira Gomes e o Algarve” – palestra pela Prof. Doutora Ana Alexandra Carvalho

Conferência integrada no «Ciclo Viajantes, Escritores, Poetas - Retratos do Algarve», org. UALG/CIIPC/CMVRSA – apoio Pátio de Letras

Sábado dia 20, 21h30

“Cidade & Cidadania - Governança Urbana e Participação Cidadã” - palestra e tertúlia sobre o tema do livro do ICS, com o Prof. Doutor Manuel Villaverde Cabral

6ª f dia 26, 21h30

“Lídia Jorge, os prodígios de uma escrita sem limites”, por Artur Gonçalves

Conferência integrada no «Ciclo Viajantes, Escritores, Poetas - Retratos do Algarve», org. UALG/CIIPC/CMVRSA – apoio Pátio de Letras

Sábado 27, 22h00

“Orçamento participativo” – apresentação e debate animados pelo Dr. Nelson Dias


Música

6ª f dia 5 de Junho, 22h00

"Quinteto BubbleBath" – Natércia Martins, Francisco Aragão, Rui Andrade, Igor Martins e André Lopes

Sábado dia 13, 21h30

“Ode à Alegria” – audição da peça de Beethoven comentada por João Miguel Cunha

5ª f dia 18 de Junho, 22h00

Quarteto Zélão” – Zélão: voz e guitarra; Carlos Cobra: flauta transversal e percussão; Renato Madeira – contrabaixo e baixo eléctrico; João Melro – bateria

Exposições

Inauguração Sábado dia 6, 21h30 (ficará patente ao público durante todo o mês de Junho)

“OBSCENA” – exposição fotográfica e apresentação da Revista de Artes Performativas “Obscena”

exposição patente ao público durante todo o mês de Junho

Livros proibidos no Estado Novo” - org. Pátio de Letras/Duarte Infante/ Salvador Santos

30 de abril de 2009

MAIO 09 no Espaço de Memória-Pátio de Letras


Apresentações/Palestras/Debates/Tertúlias

Sexta -f dia 1, 17h30
“Da Luta à Liberdade” - exibição de documentários sobre o 1º de Maio em Faro (1974, 1975 e 1981) e tertúlia animada pelo testemunho de Manuel Madeira

Sábado dia 9, 17h30
"Saramago na Áustria: a redescoberta do elefante português" – palestra pela Prof. Doutora Gilda Encarnação

Sexta-feira dia 15, 21h30
Macário Correia, candidato à Presidência do Município de Faro, apresenta e coloca a debate o seu programa para a cultura

Sábado dia 16, 17h30"
Ao teu lado", o novo romance de Luís Costa Pires - apresentação pela Prof. Doutora Adriana Nogueira

Sexta f dia 22, 21h30
“A poesia de António Ramos Rosa”, apresentada e analisada pelo também escritor algarvio Gastão Cruz
Conferência integrada no «Ciclo Viajantes, Escritores, Poetas - Retratos do Algarve», org. UALG/CIIPC/CMVRSA – apoio Pátio de Letras

Sábado dia 23, 17h30
“Épica menor “, livro de poesia de António José Ventura, apresentação pelo Prof. Doutor António Rosa Mendes

Sexta feira dia 29, 21h30
“Representações do Espaço na poesia de Nuno Júdice”, por João Minhoto Marques
Conferência integrada no «Ciclo Viajantes, Escritores, Poetas - Retratos do Algarve», org. UALG/CIIPC/CMVRSA – apoio Pátio de Letras

Sábado dia 30, 21h30
Apresentação da Associação Cultural galega Estaleiro
sessão de músicas de protesto pelo cantor galego O Leo e por José Mário Branco
(programa integrado na Semana de Cultura Galega, org. Centro de Estudos Galegos da UALG)

Exposições

6ª f , 8 de Maio, 21h30 - inauguração; permanece durante todo o mês)
"Pensar Faro" exposição fotográfica resultante do peddy-paper organizado pela JSD e atribuição dos prémios pelo júri do concurso

durante todo o mês
"Livros proibidos no Estado Novo"
concepção e org. Pátio de Letras com Duarte Infante e Salvador Santos (design: Elisa Ribeiro)

Música ao vivo

5ª feira dia 7, 22h00
Quarteto "Desidério Lázaro" - org. Patio@Bar

Sábado dia 9, 22h00
“Quarteto Ibérico” - Miguel Martins (guitarra) Javier Orti (saxofone tenor/soprano) Javier Delgado (contrabaixo) Nacho Megina (bateria) - org. Patio@Bar

5ª feira dia 14, 22h00
“Duo João Cuña & Petru Moroi” (guitarra portuguesa e guitarra acústica/clarinete e saxofone) - org. Patio@Bar

Sábado dia 23, 22h00
“BE & BOP” - Zé Eduardo (contrabaixo) e Manuela Lopes (voz) - org. Patio@Bar

Sábado dia 30, 21h30
José Mário Branco e o galego O Leo - sessão de músicas de protesto
apresentação da Associação Cultural galega Estaleiro Editora
(programa integrado na Semana de Cultura Galega, org. Centro de Estudos Galegos da UALG)

Música e Poesia ao vivo

5ª feira, dia 21, 21h30
“Lucía Aldao - versos próprios e músicas alheias”
(programa integrado na Semana de Cultura Galega, org. Centro de Estudos Galegos da UALG)