6 de setembro de 2008

lembranças, ímanes, memo boards, porta chaves

Lembranças



RATION TEA IN TIN
(caixa de chá/II Guerra Mundial – racionamento)


Preço: 4,90€





AVENTAL WAR TIME COOKING
(com receitas do tempo do racionamento na II Guerra Mundial)

Preço: 9,00 €






ÍMANES - Preço: 2,50 €



RATION BOOK












BOTH OF US CAN'T LOOK GOOD AT THE SAME TIME…
IT’S EITHER ME OR THE HOUSE











DAMN RIGHT I'M GOOD IN BED, I CAN SLEEP FOR DAYS












FORGET ME NOT










FORGET THE CLEANING











I HAD A MIND ONCE.
NOW I HAVE SMALL CHILDREN










I KNOW WHAT TURNS WOMEN ON












I’M NOT HARD TO PLEASE,
I JUST LIKE THINGS DONE MY WAY!










LOOKING FOR A PARTNER










MAD ABOUT YOU









MY KIDS DRIVE ME CRAZY,
I DRIVE THEM EVERYWHWERE ELSE









OH MY GOD! MY MOTHER WAS RIGHT ABOUT EVERYTHING!







SO MANY MEN, SO MANY REASONS TO SLEEP ALONE












A MINI FOR ME












VESPA







LAMBRETTA GO!










VOLKSWAGEN







MEMO BOARDS

Preço: 8,00 €





17NOT16









DON’T FORGET








1940S MUST REMEMBER (IMAGEM NÃO DISPONÍVEL)
ÚLTIMOS 6 (saiu de colecção)

Preço 6,00 €


MAKE YOUR DAMN DINNER




YOU’LL EAT IT…YOU’LL EAT AND LIKE IT







MEDICATED AND MOTIVATED





BECAUSE I’M THEMOTHER, THAT’S WHY





ANOTHER DAY IN PARADISE














PORTA CHAVES EM VINYL - Preço: 4,80 €



I DREAMED MY WHOLE HOUSE WAS CLEAN…







I LOVE NOT CAMPING









PORTA CHAVES EM METAL -
Preço: 2,50 €



FORGET ME NOT













THE MOTOR CAR










ROAD FLOOZIE













TRIUMPH













MG












MINI







VOLKSWAGEN












PORTA CHAVES EM ACRÍLICO -
Preço: 2,00 €



WE CAN DO IT













CHE GUEVARA










ANARCHY











I'M NOT WEIRD...













I DON'T DO COMMITEMENT









PROFUNDLY DISTURBED











BLAME MY PARENTS












BORN TO SHOP










HEART BREAKER











FROG PRINCE












SMILLEY

15 de agosto de 2008

Xavier Queipo


Xavier Queipo é um escritor multifacetado. Poeta, ensaísta e tradutor que conhece bem Portugal, conta com várias participações no Correntes d’Escritas, Literaturas em Viagem e colaborou em vários programas de rádio e revistas literárias.

Depois de editar o seu primeiro livro em língua portuguesa «Árctico e Outros Mares», em 1990, publicou, pela Deriva, «Bebendo o Mar» tradução de «Papaventos», em 2003, e «Os Ciclos do Bambú», em 2005.

Detentor de vários prémios literários como o Prémio da Crítica Espanhola, Café Dublin ou García Barros, traduziu ainda para o galego Amin Maalouf, Conrad, Joyce e Guivert. Colabora regularmente nos sites Vieiros, culturagalega.org, na Revista Grial e no «Diário Cultural» da Rádio Galega, para além de uma coluna no semanário «A Nosa Terra». Em 2007, é membro do Dichterscollectif de Bruxelas e escolhido como poeta oficial da mesma cidade onde vive desde 1987.

Da sua já vasta obra literária que toca em todos os géneros literários, como gosta de ressalvar, conta-se «Ringside» (1993), «Diários de um Nómada» (1993), «O Paso do Noroeste» (1996), «Malaria Sentimental» (1999), «O Ladrón de Esperma» (2002) e «Dragona» este mesmo romance publicado na Galiza em 2007, ano em que edita igualmente «Saladina».

http://derivadaspalavras.blogspot.com

O que diria Sócrates?, de Alexander George


Este livro é uma prova admirável de como a filosofia está cada vez mais viva e actual. Nele, o leitor encontrará formuladas e respondidas muitas das questões filosóficas que certamente já se colocou nas situações mais banais e inesperadas da sua vida: interrogações acerca do que é certo ou errado fazer em determinadas situações, acerca da morte, do valor da vida, da natureza da arte, do amor, do sexo, da guerra, da verdade, da tolerância, da linguagem e muitas outras.

O Que Diria Sócrates? é um livro inteligente e estimulante, que dificilmente deixará decepcionados tanto o leitor comum como o candidato a filósofo, amador ou profissional. Em especial, os professores de filosofia encontrarão aqui um manancial de exemplos interessantes e actuais de muitos dos problemas filosóficos discutidos nas suas aulas.

Em O Que Diria Sócrates? são abordados problemas filosóficos tão diferentes como:

- Se todas as vidas terminam com a morte, como pode a vida ter algum valor?
- O tolerante deve tolerar a intolerância?
- Não existe má arte?
- É moralmente errado lucrar com os erros ou a estupidez das outras pessoas?
- É moralmente errado dizer às crianças que o Pai Natal existe?
- Estarei moralmente obrigado a dizer à minha parceira (ou parceiro) sexual se fantasio com outra pessoa quando estou a fazer amor com ela (ou ele)?
- O valor da vida de uma pessoa diminui à medida que a idade dela aumenta? Não é verdade que a maior parte das pessoas escolheria salvar um indivíduo de dois anos do que um de sessenta? Há alguma justificação para esta escolha?
- Qual a diferença entre um terrorista e um combatente pela liberdade?

As perguntas foram seleccionadas entre as muitas enviadas para o popular sítio da internet AskPhilosophers.org. Usando não apenas os seus conhecimentos sobre as ideias e os argumentos avançados por pensadores como Aristóteles, Camus, Locke e Sócrates, mas também as suas próprias reflexões, reputados filósofos contemporâneos enfrentam problemas difíceis num estilo acessível, pessoal e mesmo divertido. São problemas tão antigos e intemporais como a existência de Deus e o sentido da vida, mas também temas quentes da actualidade como a eutanásia, a guerra e a manipulação genética. Tratando de problemas reais, formulados por pessoas reais de todo o mundo – médicos, advogados, pessoas sem escolaridade, idosos e até crianças – O Que Diria Sócrates? dirige-se a quem procura esclarecimento e orientação para pensar criticamente sobre a vida e o mundo.

A Derrocada da Baliverna, de Dino Buzzati


Na história que dá o título ao livro, um homem vulgar decide-se a escalar clandestinamente a parede da Baliverna, um velho mosteiro degradado e transformado em refúgio de vagabundos e bandidos. Essa acção imponderada é punida com a derrocada de todo o edifício, provocando o terror do castigo subsequente. Em «Encontro com Einstein», descobrimos que é o próprio Diabo quem secretamente incentiva as descobertas científicas do génio. Em histórias como «Rigoletto», ou «A Máquina» são os próprios objectos, as máquinas modernas, que em confronto com o mundo dos mitos e da natureza, assumem uma personalidade autónoma que incarna todos os aspectos negativos do Homem: vaidade, inveja e crueldade. Assim é o terceiro volume de contos publicado pelo autor (depois de «Os sete mensageiros» e «Pânico no Scala»), «A Derrocada da Baliverna», é apontado pelo público e pela crítica como um dos livros mais conseguidos na carreira de Dino Buzzati.


“Autor de uma obra que questiona o poder e indaga o sentido da vida, Buzzati, um verista por excelência, tem sido com frequência associado ao realismo fantástico graças ao estranhamento que nimba tantas das suas histórias. [...]em Buzzati predomina uma acédia temperada pela dura realidade. O seu estilo é o de quem acredita nas virtualidades da palavra, um estilo seco, isento de malabarismo, recortado com a precisão cirúrgica de uma reportagem pautada por grande objectividade.” – in Público

“Um génio da literatura do séc. XX” – in Kirkus Review

“Extravagante, provocador, brilhante.” – in Lire
http://www.webboom.pt

Caricatura em Portugal, de João Medina


Num pano de fundo histórico-cultural oitocentista, durante os reinados de D. Luís e D. Carlos, o humorista e caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) aparece, antes de mais, como um crítico coerente e infatigável do Fontismo, da Regeneração, de toda a monarquia constitucional e, para além deles, de todo o universo cultural e social que deles deriva e no qual se move uma população que, uma vez por outra, como o pobre Zé, vai espreitar os robertos da Arcada ou de São Bento.

O seu lápis tudo regista e fustiga com a sua troça desprovida de ódio, rematando esse labor naquilo que, de certo modo, podemos considerar como a sua criação suprema, ou seja, a criação dum Mito verdadeiramente nacional, o auto-retrato satírico chamado Zé Povinho, ao mesmo tempo que escalpeliza tudo o que, de perto ou de longe, pertence a essa vasta maquinaria institucional, na vida dos partidos, dos homens que dele vivem, dos bacharéis diplomados em Coimbra aos amanuenses da maquinaria estatal, sem esquecer os seus pífios intelectuais, com primazia para os gazeteiros dos pasquins.


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